s
Cynthia Hobbs é CFO do GetNinjas e faz parte do conselho da Natura e do Lopes Supermercados Crédito: Risnic Fotografia
ENTREVISTA

“As mulheres não são convidadas para fazer parte da panelinha dos boards”

Cynthia Hobbs, CFO do GetNinjas, faz parte de um grupo reduzido de mulheres que procuram ampliar a presença feminina no alto escalão das companhias e nos conselhos das empresas

Por Soraia Yoshida 13/05/2022

As mulheres que ocupam posições em conselhos de companhias globais permanecem, em média, 4,4 anos na cadeira, enquanto os homens ficam em média 5,8 anos. No mundo todo, apenas 19,7% dos assentos são ocupados por mulheres. Achou pouco? Já foi pior: desde 2018, o crescimento foi de 2,8 pontos porcentuais. Mas paridade, se chegar, vai ser apenas por volta de 2045, aponta o relatório “Women in the boardroom”, realizado pela consultoria organizacional Deloitte, feita em 51 países com a participação de 10.493 empresas.

O mesmo relatório aponta que o Brasil está bem atrás em vários indicadores: Por aqui, a participação feminina nos boards é de 10,4%. Ainda assim, representa um avanço: o país registrou um aumento de 1,8% no número de cadeiras ocupadas por mulheres nos conselhos administrativos.

“O que as mulheres querem é muito simples: igualdade de oportunidades”, afirma Cynthia Hobbs, Chief Financial Office (CFO) do GetNinjas, plataforma online que conecta clientes a freelancers e prestadores de serviços pelo país. Como conselheira fiscal certificada, Cynthia faz parte desse reduzido cenário de mulheres que levam seu expertise, experiência e visão para diversificar as conversas e abordagens dos boards. Segundo ela, não faltam mulheres capazes de assumir esse desafio; o que falta é abrirem a porta para esse universo fechado dos conselhos, em que muitas vezes vale mais quem você conhece. Ou, pelo menos, essa tem sido sua experiência. “A diversidade da experiência, do olhar, eu acho que as empresas precisam estar abertas a isso. Porque não é só pagar o mesmo salário. Eu vejo que as empresas estão se preparando para dar mais oportunidade – porque se deixar para que esse processo aconteça naturalmente, não vai acontecer”.

Este é um conteúdo exclusivo para assinantes.

Cadastre-se grátis para ler agora
e acesse 5 conteúdos por mês.

É assinante ou já tem senha? Faça login. Já recebe a newsletter? Ative seu acesso.

Uri Levine:

Entrevista

Uri Levine: "O simples vence" e por que menos recursos constroem produ...

Cofundador do Waze e criador de dois unicórnios, Uri Levine lança no Brasil o livro "O Simples Vence" e prepara uma academia online para empreendedores

Da engrenagem do Pix à IA Agêntica: como a Red Hat enxerga o futuro do serviço público no Brasil

Inteligência Artificial

Da engrenagem do Pix à IA Agêntica: como a Red Hat enxerga o futuro...

Jason Corey, VP do Americas Office of Technology da Red Hat, explica por que o open source entrega mais segurança, como agentes de IA podem modernizar sistemas legados sem interromper serviços e o que coloca o Brasil na vanguarda

“Poderíamos acelerar pelo menos 10 vezes antes de chegar no limite”, diz Jon Aniano da Zendesk

Inteligência Artificial

“Poderíamos acelerar pelo menos 10 vezes antes de chegar no limite�...

Com 2.000 pessoas em desenvolvimento de produto e a meta de ter 100% do time focado em IA até o fim do ano, ele fala sobre o que ainda não foi desmontado e o que mudou para sempre

“Transparência não basta: precisamos de mais explicabilidade”, diz Shana Simmons

Entrevista

“Transparência não basta: precisamos de mais explicabilidade”, d...

Como Chief Legal Officer da Zendesk, Shana Simmons redesenhou o Jurídico para operar dentro das equipes de Produto desde a ideação e defende que o próximo nível de confiança em IA é a explicabilidade: saber não apenas o que a IA dec...

“A estratégia importa, mas a execução vence”: o COO da Zendesk sobre IA e atendimento ao cliente

Inteligência Artificial

“A estratégia importa, mas a execução vence”: o COO da Zendesk...

Craig Flower, recém-nomeado COO da Zendesk, explica como a empresa saiu de 20% para 65% de auto-resolução no próprio atendimento — e o que isso significa para qualquer empresa que queira usar IA de verdade

O que a IA, educação e talentos representam para a SAS, segundo o COO Gavin Day

Inteligência Artificial

O que a IA, educação e talentos representam para a SAS, segundo o CO...

A empresa, que investe em educação de colaboradores e clientes sobre IA, se apoia em uma cultura construída ao longo de cinco décadas para se tornar diferencial num mercado em consolidação.