s
Crédito: Reprodução/Facebook
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

ARM e NVIDIA mexem com todo o mercado de processadores

A Nvidia enxerga no negócio uma oportunidade de levar sua tecnologia de IA a muito mais clientes, em muito mais setores, como nuvem, carros autônomos e dispositivos móveis pessoais

Dezoito meses. É o tempo que reguladores de diferentes países terão para aprovar e tentar colocar contrapesos no acordo entre o SoftBank e a Nvidia para a aquisição da britânica ARM. O anúncio da compra da ARM no último domingo foi saudado por Jensen Huang, fundador e CEO da Nvidia (nesse vídeo), como a combinação perfeita entre uma plataforma e um ecossistema, para criação de uma poderosa empresa de computação para a era da Inteligência Artificial.

A Nvidia enxerga no negócio uma oportunidade de levar sua tecnologia de IA a muito mais clientes, em muito mais setores. A ideia é expandir sua presença para mercados grandes de alto crescimento, como nuvem, dispositivos móveis pessoais, carros autônomos e tantos outros que são impulsionados pela Internet das Coisas e o 5G. Resta saber como o mercado reagirá a essa visão.

Inicialmente, alguns analistas criticaram o movimento. Estão receosos. Os mais críticos argumentam que uma fusão ARM/Nvidia não beneficiaria ninguém, além das próprias companhias. A ARM cria e licencia os designs de microprocessadores que equipam bilhões de smartphones, hoje. E, em breve, estarão também nos computadores da Apple. Os fabricantes desses processadores continuarão olhando para a companhia britânica como uma parceira neutra, se ela for controlada por um concorrente? Agora a Nvidia tem acesso antecipado aos designs ARM e a capacidade de influenciar mudanças no ISA ARM. E, mesmo com Huang garantindo aos acionistas que manterá o modelo de licenciamento aberto e a neutralidade do cliente que caracterizam a ARM, a dúvida permanece no ar.

CADASTRE-SE GRÁTIS PARA ACESSAR 5 CONTEÚDOS MENSAIS

Já recebe a newsletter? Ative seu acesso

Ao cadastrar-se você declara que está de acordo
com nossos Termos de Uso e Privacidade.

Cadastrar

Outra coisa: sabe-se que uma série de grandes empresas de tecnologia – incluindo a Nvidia – têm trabalhado no RISC-V, um projeto desenvolvido para ser uma alternativa de código aberto ao ARM. Como a aquisição afetará essa iniciativa?  Ao menos Wall Street reagiu bem. Na segunda-feira, o valor de mercado da Nvidia aumentou em US$ 17,5 bilhões, quase cobrindo os US$ 21,5 bilhões em ações que a Nvidia dará à Softbank. Que, by the way, passa a ser a maior acionista da Nvidia, se o acordo for aprovado.

O que acontece quando agentes de IA criam a própria sociedade

Inteligência Artificial

O que acontece quando agentes de IA criam a própria sociedade

Experimentos do MIT e de outros laboratórios mostram que agentes de IA podem se organizar, dividir tarefas e acumular tecnologia sem comando central, e que regras escritas não bastam para evitar o colapso

Goldman Sachs revê quem pode criar software com IA

Inteligência Artificial

Goldman Sachs revê quem pode criar software com IA

Banco restringe ferramentas de programação após meses de uso por profissionais de negócio. A decisão expõe o trabalho que vem depois do protótipo.

Robôs, data centers e governo: a nova lista de desejos da Y Combinator

Inteligência Artificial

Robôs, data centers e governo: a nova lista de desejos da Y Combinato...

No Requests for Startups Winter 2027, a aceleradora pede soluções em hardware, infraestrutura, finanças e governo para levar a IA à economia real

A IA pode deixar sua estratégia parecida demais

Inteligência Artificial

A IA pode deixar sua estratégia parecida demais

No planejamento de 2027, a IA amplia as opções de análise. Pesquisas e especialistas discutem o risco de empresas chegarem a escolhas semelhantes.

Cibersegurança: conselhos sabem do risco, mas ainda não estão prontos para a crise

Inteligência Artificial

Cibersegurança: conselhos sabem do risco, mas ainda não estão pront...

Os conselheiros veem o risco cibernético, turbinado pela IA, como um dos mais graves do momento. Mesmo assim, ainda faltam competência técnica, informação de qualidade e ensaio para crises

O retorno de 4 para 1 que as empresas deixam na mesa

Inteligência Artificial

O retorno de 4 para 1 que as empresas deixam na mesa

Estudo da Deloitte mostra que as empresas tocam várias transformações ao mesmo tempo, mas ainda tratam a gestão de mudança como custo de projeto. O preço aparece em esgotamento, saídas de talentos e valor perdido