s
CARREIRA

Agronegócio: Conheça as novas profissões e quanto pagam

O mercado ligado ao agronegócio busca talentos para preencher vagas que surgiram com a introdução de tecnologias e governança.

Por Mateus Martinez 03/07/2024

O agronegócio está em constante crescimento. Apenas no ano passado, o setor foi responsável por 49% das exportações brasileiras, totalizando US$ 166,55 bilhões, valor 4,8% maior do que o do ano anterior, segundo dados da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária. Além disso, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), a indústria registrou no primeiro trimestre do ano um saldo positivo acumulado de US$ 32,23 bilhões, 2,8% maior em relação ao mesmo período de 2023.

Uma parte desse avanço tem muito a ver com a introdução de novas tecnologias no agronegócio, como, por exemplo, o uso de drones, bioinsumos e sistemas de IoT que permitem aumentar a produção e diminuir o tempo com tarefas. Some-se a isso a crescente implementação de iniciativas ESG em empresas, que estão atingindo agora um ponto de maturidade.

A integração das novas tecnologias também traz oportunidades de emprego no agronegócio. São vagas que não existiam há alguns anos, mas que estão em alta demanda e, consequentemente, oferecem altos salários. Entre elas estão:

  • Piloto de Drone: O profissional que ocupar essa posição precisa ter competências que vão além de controlar um drone. Cada modelo de drone é responsável por diferentes tarefas no campo. Por exemplo o, SPECTRAL 2 é utilizado para registros fotográficos, enquanto o DJI AGRAS T50 é aplicado na pulverização de plantações. Os salários podem chegar a R$ 15 mil e apesar de não exigir uma graduação, é preciso fazer cursos especializados, como é o caso dos pilotos de drones de pulverização.
  • Especialista em ESG: Estar ciente do impacto ambiental do seu negócio é algo que ganhou importância nos últimos anos. Dentro do agronegócio, as iniciativas ESG envolvem decisões como práticas sustentáveis de cultivo, manejo responsável da terra e conservação de recursos naturais. Claro que isso varia dependendo do tipo de negócio, por isso é importante um especialista para ajudar a empresa a tomar essas decisões. Não existem graduações específicas na área, mas é preciso fazer cursos de especialização. Os salários podem chegar a quase R$ 16 mil.
  • Carreira em Bioinsumos: Os bioinsumos são fertilizantes e defensivos de base biológica, e seu uso está crescendo na área do agronegócio. Segundo a empresa de consultoria Michael Page, a demanda por executivos para o setor cresceu quase 27%A vantagem desse segmento é que existem diferentes oportunidades, tanto na produção e desenvolvimento, com cargos como Gerente de Planejamento, Gerente de P&D e Gerente Industrial, até vagas de vendas. Os salários podem variar entre R$ 18 mil e R$ 50 mil, e cada área exige competências específicas. Para vagas como Gerente de Vendas, por exemplo, é preciso ter conhecimento em diversos tipos de bioinsumos e como e onde cada um pode ser aplicado. Um Gerente de P&D precisa ter uma compreensão do mercado para buscar inovações que façam sentido.

Este é um conteúdo exclusivo para assinantes.

Cadastre-se grátis para ler agora
e acesse 5 conteúdos por mês.

É assinante ou já tem senha? Faça login. Já recebe a newsletter? Ative seu acesso.

Carreira +100: crescer, envelhecer e aprender sempre

Inovação

Carreira +100: crescer, envelhecer e aprender sempre

Com a perspectiva de uma vida produtiva muito além dos 60 anos, podemos investir em uma carreira por 30 anos e depois inventar outra. A longevidade, combinada com aprendizado contínuo, é fonte de crescimento, segundo pesquisas

Adaptabilidade é o novo currículo

Tendências

Adaptabilidade é o novo currículo

Pesquisas da ETS, da Deloitte e do Fórum Econômico Mundial mostram que aprender a se adaptar continuamente tornou-se mais decisivo para a carreira do que qualquer habilidade técnica isolada — e o Brasil aparece entre os países com mai...

A lacuna entre ambição e prontidão: o que cinco estudos revelam sobre pessoas, liderança e IA

Tendências

A lacuna entre ambição e prontidão: o que cinco estudos revelam sob...

Protiviti, Careerminds, The Conference Board, Kyndryl, McKinsey e Metley chegam à mesma conclusão por caminhos diferentes: a tecnologia está pronta antes das pessoas e o RH que deveria liderar essa preparação é, com frequência, quem...

Cultura organizacional: como fechar o gap entre o que sua empresa promete e o que os funcionários vivem

Tendências

Cultura organizacional: como fechar o gap entre o que sua empresa prom...

Uma pesquisa com 300 profissionais de cultura e RH mostra que o problema não é falta de discurso — é a distância entre o que a liderança diz e o que ela recompensa, tolera e reforça todos os dias

Sua organização é movida a cérebros?

Tendências

Sua organização é movida a cérebros?

Um estudo da McKinsey aponta como construir "capacidade cerebral" dentro da empresa e gerar valor

Equipes com IA: o que a ciência da colaboração humana ensina antes de adicionar um agente

Tendências

Equipes com IA: o que a ciência da colaboração humana ensina antes...

Estudos de Harvard e Stanford mostram que a IA só melhora o desempenho de um time quando contexto, papéis e cultura são redesenhados junto com a tecnologia e não depois dela