s
Crédito: Divulgação

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

O cérebro se ajustará ao Neuralink

“Serão dois sistemas ajustando um ao outro”, diz Dileep George, co-fundador da Vicarious AI,  estudioso da interseção da Neurociência e Inteligência Artificial

Por Redação The Shift 18/08/2020

Nossos cérebros “pensam” por meio da eletricidade – vastas redes de minúsculos interruptores que enviam sinais para frente e para trás em uma dança entrelaçada. Se os pensamentos, sentimentos e outras atividades mentais nada mais são do que sinais eletroquímicos fluindo em torno de uma vasta rede de células cerebrais, será que a conexão desses sinais com a eletrônica digital nos permitirá aprimorar as habilidades de nossos cérebros?

Desde os primeiros trabalhos sobre a Memória Temporal Hierárquica para as Redes Corticais Recursivas até hoje, Dileep George, co-fundador da Vicarious AI,  estudioso da interseção da Neurociência e Inteligência Artificial, sempre buscou criar uma inteligência intimamente inspirada pelo cérebro humano. Nesse momento, por exemplo, se dedica a saber como os robôs poderão ajudar empresas essenciais a continuar operando com distanciamento social.

Nessa conversa divertida com Lex Fridman, Dileep abordou desde a codificação de informações no cérebro até os mais recentes avanços em suas áreas de interesse, como a linguagem GPT-3, da OpenAI e o chip cerebral da Neuralink (trecho acima).

Receba grátis nossa newsletter

Deixando o hype futurista em torno das BCIs (Brain-Computer Interfaces) um pouco de lado, ele aponta aplicações práticas que serão capazes de ajudar as pessoas a superar limitações físicas, como controlar próteses biônicas ou serem capazes de se comunicar. Isso, claro, desde que o cérebro humano consiga se adaptar a elas, parte na qual tem maior interesse. “Serão dois sistemas ajustando um ao outro”, diz, lembrando que sabemos muito pouco sobre um deles: o cérebro humano.

Atualmente, a abordagem predominante em IA é usar dados ilimitados para resolver problemas estreitamente definidos. Para progredir em direção à inteligência humana, os benchmarks de IA precisarão ser estendidos para se concentrar mais na eficiência dos dados, flexibilidade de raciocínio e transferência de conhecimento entre tarefas.

Vale ler também:

Quem deve ser o responsável pela governança da Inteligência Artificial?

Inteligência Artificial

Quem deve ser o responsável pela governança da Inteligência Artific...

Na opinião da indústria, a tarefa é do setor privado. Mas se ele não der conta do recado, então o melhor é que a responsabilidade seja igualmente dividida entre as empresas e os reguladores

Por Redação The Shift
Inteligência Artificial: principais tendências empresariais para 2021

Inteligência Artificial

Inteligência Artificial: principais tendências empresariais para 202...

As empresa estão aumentando os orçamentos de aprendizado de máquina, apesar de ainda não terem conseguido traduzir os investimentos crescentes em eficiência e escala

Por Redação The Shift
Redes neurais precisam dormir para evitar estresse

Inteligência Artificial

Redes neurais precisam dormir para evitar estresse

Redes neurais que imitam o cérebro biológico ficam instáveis após longos períodos de trabalho; ondas lentas ajudam o sistema a se estabilizar

Por Redação The Shift
DALL-E e CLIP: uma palavra pode gerar mil imagens

Inteligência Artificial

DALL-E e CLIP: uma palavra pode gerar mil imagens

Modelos de processamento da OpenAI são capazes de criar imagens a partir de textos e classificar imagens de um jeito que nunca se viu

Por Redação The Shift
Chatbot da Microsoft vai replicar pessoas reais (vivas ou mortas)

Inteligência Artificial

Chatbot da Microsoft vai replicar pessoas reais (vivas ou mortas)

Patente da empresa norte-americana revela plano para desenvolver sistemas de IA que imitem indivíduos específicos; uso final não foi especificado

Por Redação The Shift
É ético testar algoritmos em humanos?

Inteligência Artificial

É ético testar algoritmos em humanos?

Dra Clarissa Véliz, pesquisadora de ética em IA da Universidade de Oxford, defende que indústria adote padrões como os da medicina

Por Redação The Shift