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Crédito: Shutterstock

TRANSFORMAÇÃO DIGITAL

Brasil sobe seis posições no ranking de competitividade digital do IMD World Competitiveness Center

O despreparo para explorar as transformações digitais segue sendo um entrave ao aumento de desempenho do país

Por Cristina De Luca 01/10/2020

O IMD World Competitiveness Center divulgou hoje (01/10) a edição 2020 do seu World Competitiveness Ranking, que analisa o desempenho digital de 63 economias em todo o mundo. O Brasil ocupa agora a 51ª posição, avançando seis posições na comparação com 2019. O estudo é feito pelo Núcleo de Competitividade Global do IMD, escola de negócios da Suíça, em parceria com a Fundação Dom Cabral.

A notícia é boa, mas não muito. Apesar de atingirmos a nossa melhor colocação desde a criação do ranking, só melhoramos no quesito Conhecimento (know-how necessário para descobrir, compreender e construir novas tecnologias). Nos outros dois quesitos analisados — Tecnologia (as condições gerais que possibilitam o desenvolvimento de tecnologias digitais) e Prontidão para o futuro (o nível de preparo para explorar as transformações digitais) — mantivemos a mesma nota do ano anterior.

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A melhora na avaliação foi impulsionada pela produtividade do país em pesquisa e desenvolvimento. Considerando apenas esse item o Brasil fica na 9ª posição do ranking, de acordo com Carlos Arruda, Coordenador do Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da Fundação Dom Cabral. Outro ponto de destaque para o Brasil, vejam só, foi na participação das mulheres nas pesquisas científicas. Ocupamos a 8ª posição nesse item – a melhor colocação do Brasil no ranking.

O gargalo começa na hora de aplicar todo esse conhecimento. A pesquisa mostra que, de acordo com os empresários, falta mão de obra qualificada para colocar em prática a transformação digital nas empresas. Entre os 63 países, o Brasil fica na 60ª posição nesse quesito.

Em capital humano estamos à frente apenas da Venezuela. Um desastre, que vem sendo escrito há décadas”, opinou Silvio Meira, sócio fundador da The Digital Strategy Company, em um post publicado no LinkedIn.  “Temos hoje 14% de desemprego, e pleno emprego em tecnologia, sem gente para empregar mais”, alerta, lembrando que nossos jovens estão sendo estimulados [pela oferta de cursos, aqui] a fazer um ensino superior que gera pouquíssimas oportunidades de empregabilidade.

De fato, embora o Brasil seja o 9° colocado em gastos com Educação, o problema não está no orçamento, mas na aplicação dos recursos. O treinamento profissional está longe de ser prioridade nas empresas (ocupamos apenas de 59 posição nesse aspecto). Perdemos também quanto à suficiência da experiência internacional dos administradores (58º) e à atratividade de pessoal qualificado estrangeiro (58º).


Desempenho global

Este ano, novos critérios foram adicionados para refletir a importância de atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Os critérios fornecem uma percepção de onde a economia se encontra em relação aos diferentes objetivos sustentáveis ​​que precisam ser atendidos em 10 anos, como educação e meio ambiente, inclusão e empoderamento, envelhecimento e saúde.

Cingapura lidera pelo segundo ano consecutivo, seguida por Dinamarca, Suíça, Holanda e Hong Kong SAR. O Chile (38º) continua a ser o país melhor classificado na América Latina e a Venezuela o pior.

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