A liderança na era da IA será definida não pela capacidade de comandar máquinas, mas pela habilidade de cultivar ecossistemas humanos e tecnológicos que floresçam juntos. Liderar, portanto, será uma prática contínua de aprendizado, adaptação e regeneração. Ou como diz Jim VandeHei, cofundador e CEO da Axios: “Alguns vão dominar as ferramentas, em vez de serem dominados por elas. Pode ser você”.
Nesse período de transformação que estamos vivendo, líderes terão de conviver com paradoxos: momentos entre o entusiasmo e o medo, a oportunidade e o risco, o pragmatismo e a ética. Ao mesmo tempo em que avançamos pelo “maior, mais rápido e mais consequente movimento tecnológico da história”, existe uma “surpreendente falta de preparo”, diz VandeHei neste artigo.
Essa percepção do despreparo também é compartilhada por Paulo Moraes, cofundador do Talenses Group e diretor-geral da LANDtech, especializada em Executive Search para a área de Tecnologia. “Se eu tenho Inteligência Artificial resolvendo grande parte dos problemas, o que sobra para as pessoas?”, questiona ele. “Usar essa tecnologia e mudar rápido, inovar rápido, implementar rápido. E você só faz isso com pessoas emocionalmente preparadas, criativas, que trabalhem de forma colaborativa”.
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