A pressão por resultados, por se manter à frente (ou pelo menos ao lado) dos competidores e atrair e reter os melhores talentos está pesando bastante entre os CEOs. Pelo menos 72% de CEOs se sentem mais pressionados do que antes para garantir o desenvolvimento da organização no longo prazo. Além das ameaças tradicionais e dos riscos macroeconômicos, problemas na cadeia de suprimentos e questões operacionais aparecem com destaque, seguidas de segurança cibernética e geopolítica.
Tantas possibilidades de algo dar errado só podem diminuir a confiança dos CEOs na economia global, que caiu de 93% em 2015 para 72% em 2024. O "KPMG 2024 CEO Outlook", que ouviu 1325 CEOs de 11 setores da indústria em 11 países entre julho e agosto deste ano, mostra também mudanças geracionais na liderança que vêm acompanhadas de pressão. Os CEOs mais jovens, principalmente de 40 a 49 anos, sentem-se mais cobrados para entregar resultados no longo prazo, com 78% reconhecendo esse estresse, em comparação com 68% de CEOs mais velhos.
CEOs mais jovens, entretanto, se sentem mais confiantes em lidar com as questões de governança ambiental, social e corporativa (ESG) do que seus pares. Aliás, o que se nota pela pesquisa é que quanto mais avançada a idade, menos preparado se sente o CEO para lidar com ESG. Pelo menos 43% de CEOs de 40 a 49 anos (o que já inclui os millennials, nascidos a partir de 1981) se sentem preparados, frente a 33% de CEOs de 50 a 59 anos e 30% de CEOs de 60 a 69 anos.
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