s
TENDÊNCIAS

A IA Generativa muda a maneira como codificamos

Tecnologia revoluciona o desenvolvimento de software ao resolver questões rotineiras, aumentando a produtividade e permitindo concentrar programadores na resolução de problemas complexos

“Só podemos ver uma curta distância à frente, mas podemos ver muito do que precisa ser feito.” Essa frase, de Alan Turing, é perfeita para ilustrar os efeitos da IA Generativa no trabalho de desenvolvimento de software. Há até quem diga que a codificação é um dos primeiros casos de uso claros para LLMs.

Colocando em perspectiva, a IA Generativa está pronta para desencadear a próxima onda de produtividade em todas as funções, mas cerca de 75% do valor que os casos de uso podem oferecer hoje cai em quatro áreas: operações com clientes, marketing e vendas e pesquisa e desenvolvimento, principalmente, engenharia de software.

A Microsoft percebeu rápido a possibilidade de ganhar dinheiro com isso — a Meta está oferecendo de graça, enquanto ferramentas como Codey, do Google, ou o Code Whisperer, da Amazon, já estão em uso por diversas empresas para aumentar sua eficiência e criatividade.

O BCG estima que o uso da IA Generativa permite ganhos de produtividade no desenvolvimento de softwares de 30% a 50% e ganhos de eficiência que podem chegar a 10% da linha de base dos custos de TI. “Ela pode apontar rapidamente onde otimizar o código e/ou a infraestrutura das aplicações”, explica Ricardo Tiezzi, diretor-executivo e sócio da consultoria.

Como Tiezzi, Petrus Júnior Evangelista, Head de Produtos e Engenharia da TOTVS e coordenador do The Developer's Conference, tem visto esse aumento de produtividade e eficiência acontecer na prática, garantindo vantagem competitiva sustentável. Muito ainda na base do “take”, onde se usa o que já está disponível e se faz alguns refinamentos simples via APIs (também disponível a todos). Mas também de olho no “shape”, que demanda mais esforços e investimentos.

Este é um conteúdo exclusivo para assinantes.

Cadastre-se grátis para ler agora
e acesse 5 conteúdos por mês.

É assinante ou já tem senha? Faça login. Já recebe a newsletter? Ative seu acesso.

Segurança em nuvem em 2026: o que realmente define sucesso?

Tendências

Segurança em nuvem em 2026: o que realmente define sucesso?

O sucesso deixou de ser “quantas ferramentas temos” e passou a ser “quais resultados entregamos”

Do caixa ao fluxo: por que 2026 marca o fim do organograma como resposta

Diversidade

Do caixa ao fluxo: por que 2026 marca o fim do organograma como respos...

Estudo da McKinsey mostra que a transformação é estrutural: vantagem competitiva virá do redesenho de fluxos, papéis e governança em um mundo de IA e choque geopolítico.

O futuro dos pagamentos no Brasil não é escolha. É integração

Tendências

O futuro dos pagamentos no Brasil não é escolha. É integração

Pix supera cartões no e-commerce, parcelamento impulsiona receita, SMEs aceleram via bancos digitais e stablecoins ganham protagonismo cambial.

A tecnologia acelerou, mas a base científica e humana está encolhendo

Inovação

A tecnologia acelerou, mas a base científica e humana está encolhend...

Enquanto IA, quântica e biotecnologia avançam, Stanford alerta para a erosão da ciência básica e do capital humano

Mais cobrança por resultados, menos preparo: a equação de risco das empresas em 2026

Tendências

Mais cobrança por resultados, menos preparo: a equação de risco das...

Estudos do GPTW, da Gartner e da Harvard Business Review indicam que exigir performance sem recalibrar suporte, cultura e capacitação cobra um preço alto

A crise silenciosa do trabalho: por que as empresas estão perdendo foco, não horas

Tendências

A crise silenciosa do trabalho: por que as empresas estão perdendo fo...

Dados globais indicam que apenas 2 a 3 horas do dia são realmente produtivas, enquanto o “trabalho sobre trabalho” e a fragmentação da agenda corroem a eficiência