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Primeiro-debate-das-eleições-presidenciais-de-2022 - FOTO: Renato Pizzutto
INOVAÇÃO

Um termômetro para as Eleições 2022

Google Trends produz relatório e cria sala digital com insights em tempo real sobre os candidatos e as manifestações de interesse dos espectadores

Por Rosane Serro 04/09/2022

Na semana em que o Google lançou uma série de iniciativas de apoio ao processo eleitoral majoritário brasileiro – inclusive o recurso “Como votar”, em parceria com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) para o fornecimento se informações confiáveis no processo de busca – uma se destacou: o “Relatório Google Trends Eleições 2022”, estudo produzido pela empresa, baseado nos dados compilados pela sua ferramenta de tendências. Um estudo de XX páginas sobre o que os brasileiros pensam a respeito de cinco temas relevantes:  emprego, educação, saúde pública, segurança e meio ambiente e outros assuntos derivados.

Segundo o responsável pelo Google News Lab no Brasil, Marco Túlio Pires, trata-se de um estudo inédito no mundo. “Pensamos: temos muita informação e inteligência. Se pegássemos os temas mais relevantes e fizéssemos mergulho, em termos de interesse público, poderíamos descobrir o que querem os brasileiros”, explicou. Neste sentido, o objetivo da empresa ao elaborar o relatório é o fornecimento de uma fonte relevante de informações. “E contribuir para o debate público e para a integridade das Eleições 2022 também”, complementou o executivo.

Porém, a relevância do estudo não está somente nos dados recortados pela empresa, mas na própria ferramenta. O Google Trends funciona hoje como uma importante ferramenta para entender o imaginário coletivo da sociedade brasileira porque reúne três fatores principais:

  • Escala – São mais de um trilhão de buscas por ano.
  • Imediatismo – Os internautas reagem automaticamente aos eventos do mundo exterior e acionam a ferramenta de busca. O Google mostra os resultados globais com um delay de apenas seis segundos.
  • Autenticidade – Ao contrário das redes sociais, onde as pessoas fazem uma curadoria de si mesmas, na máquina de busca do Google, “a relação é de um para um”. “As pessoas tratam a caixa de busca como um confessionário. Às vezes, fazem perguntas que não têm coragem de fazer ao terapeuta”, afirma Marco Túlio.

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