Em 2022, o Burnout passou a ser classificado como um “fenômeno ligado ao trabalho" pela OMS. No texto da CID 11, que entrou em vigor em 1º de janeiro, a síndrome foi oficializada como “estresse crônico de trabalho que não foi administrado com sucesso”. Antes, era considerada um problema na saúde mental e um quadro psiquiátrico. A mudança deve acender um alerta para as empresas, que precisam se atentar ainda mais aos seus impactos na saúde mental dos trabalhadores. Com soluções digitais, as startups surgem como aliadas nessa jornada de prevenção das doenças mentais no ambiente de trabalho.
“É possível observar um paralelo com os distúrbios osteomusculares ocupacionais. Nas últimas décadas, foram criados mecanismos de segurança, leis, equipamentos de proteção individual e ginástica laboral porque era preciso reduzir o impacto do trabalho na saúde. Muitas pessoas eram afastadas por essas doenças. Na indústria criativa de hoje, o cérebro está sendo constantemente estimulado e as doenças mentais devem ser cada vez mais reforçadas como algo oriundo da relação com o trabalho. As empresas precisam se preocupar com esse tema ou vão ficar para trás. O assunto precisa deixar de ser um estigma”, afirma Rui Brandão, médico, CEO e Cofundador da startup Zenklub.
A importância da saúde mental nas empresas em 2022 vai além da mudança de classificação do Burnout. Cada vez mais, manter os bons funcionários também vai depender de boas práticas nesse tema. O relatório Business Bets 2022, da consultoria Sparks and Honey, aponta que a demanda por plataformas de saúde mental e por uma liderança baseada em empatia está crescendo em um cenário em que já se fala em transtornos de estresse pós-covid.
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