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STREAMING

Os serviços de streaming continuam crescendo – até quando?

Em 2021, a indústria está mais focada em como manter o crescimento criado em 2020 do que se partes individuais dentro do negócio podem se tornar financeiramente viáveis

O cancelamento de festivais, grandes eventos esportivos e o fechamento de teatros e casas de espetáculos diminuíram a exposição a ideias interessantes e abriram um buraco na indústria do entretenimento e cultura. O mercado global de mídia e entretenimento registrou uma queda de 6% em 2020, frente ao ano anterior. Mas como em toda crise sempre há sempre quem saia ganhando, o mercado de streaming se favoreceu e cresceu. Gaming teve um alcance maior e o consumo digital cresceu, especialmente over-the-top (OTT).

Em 2021, a indústria – talvez pela primeira vez neste século – está mais focada em como manter o crescimento criado em 2020 do que se partes individuais dentro do negócio podem se tornar financeiramente viáveis, aponta um artigo do Fórum Econômico Mundial. Um levantamento da Antenna mostra que lançamentos como Mulher Maravilha 1984 e Hamilton foram usados para estimular muito mais novas assinaturas para Disney+, e HBO nos Estados Unidos.

Mas assinaturas não são mais garantia de sucesso. Dos usuários que ingressaram no Disney+ no fim de semana de inauguração de Hamilton, quase um quarto cancelou em um mês. Após quatro meses, mais de 40% abandonaram o serviço. Além disso, esse grupo cancelou a inscrição em um ritmo mais rápido do que aqueles cujos registros não estavam vinculados a um lançamento de conteúdo específico. Ou seja, se os lançamentos que atraem novas assinaturas não se convertem em um catálogo com "valor durável", eles são investimentos fadados ao sucesso de curto tempo.

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