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TENDÊNCIAS

O skeuomorphism sobrevive na Web3

Declarado morto com o surgimento do flat design, o skeumorphic design segue firme e forte no metaverso. Resta saber até quando...

Por que todas as lojas em Decentraland têm fileiras organizadas de trilhos com cabides e vestiários com cortinas? Por que a exposição Kaws em Fortnite aconteceu em um prédio com telhado e molduras penduradas nas paredes? Por que, em um universo sem limites, sem gravidade e movido apenas pela imaginação sem limites de seus criadores, as coisas, produtos e experiências são exatamente como são no mundo físico?

Skeuomorphs nos cercam desde o surgimento das primeiras interfaces gráficas. E já nos cercavam antes, nas velas elétricas piscando nos restaurantes. Nas mesas de plástico, modeladas para parecerem de madeira. Enfim... sempre que o design imita o objeto real que deseja representar. Quando encontramos novas tecnologias, tendemos a literalmente copiar e colar a experiência do usuário, seus modelos mentais de como as coisas funcionam no mundo que conhecemos.

Nas interfaces do usuário e no design da Web, o skeuomorphism tenta criar efeitos tridimensionais (3-D) em uma superfície 2-D (plana). O ícone na tela de um smartphone representando a função do telefone, por exemplo, é projetado para se parecer tanto quanto possível com um telefone (ou aparelho), geralmente com sombreamento, realces e algum grau de detalhe. Um botão pode parecer elevado até ser clicado e, em seguida, abaixar como se tivesse sido pressionado fisicamente. Já skeuomorphs não visuais incluem o som virada de página em um eBook, o de uma gravação terminando no final de um CD ou o obturador de uma câmera.

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