Quando tudo vira de cabeça para baixo, é aí que nasce a inovação? Depende. Se a empresa não tem nem cultura, nem práticas de geração e experimentação de novas ideias implementadas, a chance dos esforços virarem um movimento “corram para as colinas” é grande. Porque a inovação, segundo o reitor da Faculdade de Artes e Ciências do SUNY Polytechnic Institute, Andrew Russel, coautor do livro “The Innovation Delusion: How Our Obsession with the New has Disrupted the Work that Matters Most“, não vem de uma centelha mágica que nos atinge como um raio, e sim de de constantes mudanças, experimentações, manutenções e interações. Falar de inovação e teorizar inovação não necessariamente levam a ela.
A palavra inovação está tão usada que, para alguns, começa a dar arrepios, concordam? O problema não está no uso do termo, mas na banalização. A edição de junho de 2021 da revista Global Finance, totalmente dedicada ao assunto, enfia o dedo na ferida: “Definir algo tão fundamental para a vida moderna quanto a inovação é muito difícil. Podemos ter certeza de que a tecnologia pioneira de mRNA que ajudou a criar uma classe totalmente nova de vacinas, incluindo aquelas que protegem contra Covid-19, é inovadora. Mas e um telefone com uma tela que dobra, mas que funciona como os outros telefones?“, escreve Lawrence Neville.
E é nesse território que os laboratórios de inovação — espaços criados por empresas e organizações, geralmente associados a startups ou áreas de pesquisa — aparecem como uma alternativa a ser considerada. Desde que não cometam três pecados capitais, escreve Simone Ahuja, consultora e autora do livro “Disrupt-it-yourself“, um manual prático de inovação com base em suas pesquisas com empresas que fazem parte da lista Fortune 1000.
Se houver falta de alinhamento com os negócios, falta de métricas de sucesso e falta de times equilibrados e diversos, diz Simone, os laboratórios fracassam. De fato, uma pesquisa realizada em 2015 pela Capgemini Consulting e o Altimeter Group identificou que entre 80% a 90% dos laboratórios de inovação falhavam na entrega do valor prometido. O que mudou? O entendimento dos três pecados capitais e a experiência de que labs de inovação não podem ser corpos estranhos prestes a serem “fagocitados” pela cultura organizacional avessa a mudanças.
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