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19/09/2025

Treinar equipes não significa apenas “ensinar a usar ferramentas”, mas desenvolver cultura, mentalidade e novas formas de colaboração (Crédito: Freepik)

A adoção da IA Agêntica no trabalho vai marcar o momento em que iremos trabalhar ao lado de agentes em um novo formato. Mas treinar a IA é apenas parte da equação. O verdadeiro desafio é treinar equipes multidisciplinares capazes de operar com inteligência, ética e propósito ao lado da máquina. Para que essa transição aconteça, o foco não deve ficar somente na tecnologia, mas no preparo da força de trabalho para lidar, interagir e cocriar com sistemas de IA.

Essa jornada de aprendizado começa pelo “letramento em IA”, portanto, desenvolver nas equipes a compreensão prática de como a IA pode ser aplicada em diferentes áreas de negócio. Não se limita a ensinar as pessoas a criar prompts e sim como usar ferramentas, quais são os limites da IA, as possibilidades que a IA oferece e também os riscos envolvidos ao ignorar boas práticas de segurança,priorizando a criação de valor mensurável .

A EY, através da EY.ai Academy, apresenta um framework para organizações que desejam construir equipes multidisciplinares, possibilitando que:

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  • Adoção seja estratégica, conectada a objetivos de negócio: a implementação da IA deve estar alinhada com as metas organizacionais, assegurando que cada iniciativa contribua para o crescimento e a eficiência da empresa;
  • Governança e responsabilidade estejam no centro: é fundamental estabelecer uma estrutura de governança robusta que assegure a responsabilidade em todas as etapas do uso da IA, promovendo a transparência e a conformidade;
  • Inovação e ética avancem lado a lado: a EY.ai Academy enfatiza que a inovação deve ser acompanhada de considerações éticas, garantindo que as soluções de IA sejam desenvolvidas e implementadas de maneira responsável;                                                                 
  • Experiências do cliente e do colaborador sejam redesenhadas sem perda de confiança: a transformação digital deve focar em melhorar as interações com clientes e colaboradores, mantendo a confiança como um valor central.

 Segundo a estrutura da EY, um programa de capacitação eficaz segue três grandes fases:

  • Construção das fundações – desenvolvimento de habilidades básicas, compreensão dos princípios de IA responsável e introdução prática de casos de uso, , preparando as equipes para os desafios futuros.
  • Dimensionamento e integração – expansão do uso de IA em múltiplas áreas da empresa, com gestão de mudanças, governança e métricas claras, assegurando que a IA seja uma parte integral da operação.
  • Otimização e inovação – maturidade plena, em que a IA é integrada de forma transversal e contínua, com ganhos de produtividade e competitividade, e permitindo que a organização se adapte rapidamente às mudanças do mercado.

 O diferencial dessa abordagem é que treinar equipes não significa apenas “ensinar a usar ferramentas”, mas desenvolver cultura, mentalidade e novas formas de colaboração. A EY.ai Academy defende que o impacto da IA só será sustentável se envolver C-levels, gestores de negócios, áreas funcionais, especialistas em tecnologia, jurídico, risco e compliance. Essa abordagem holística garante que todos os níveis da organização estejam alinhados e comprometidos com a transformação digital.

O fator humano: a urgência de preparar a força de trabalho

 A EY reconhece que apenas 28% das transformações digitais têm sucesso, mas quando o elemento humano e emocional é incorporado, esse índice sobe para 73%. Isso mostra que as pessoas – não os algoritmos – são o elo mais crítico para a adoção e implementação bem-sucedida da IA.

Esse fator humano exige:

  • Comunicação clara – as pessoas devem entender o “porquê” da mudança e como podem colaborar para que aconteça.
  • Bootcamps práticos – imersões rápidas para aplicar IA em problemas reais de negócios.
  • Reconhecimento e engajamento – grupos interdisciplinares que trocam experiências e aceleram a curva de aprendizado.
  • Gamificação e reconhecimento – uso de recompensas, distintivos digitais e desafios colaborativos.
  • Espaços de experimentação low-code/no-code – para estimular inovação interna e não depender da TI.
  • Feedback contínuo – líderes devem orientar, dar retorno claro e reconhecer avanços.

Essas práticas, aliás, vão de encontro ao que jovens profissionais da Geração Z esperam do mundo do trabalho. Pesquisas indicam que 94% dos chamados zoomers têm muita vontade de aprender coisas novas e 50% dedicam mais de cinco horas por semana ao aprendizado.

Os jovens trabalhadores da geração Z esperam clareza e feedback das lideranças e o reconhecimento de seus esforços. Pelo menos 84% acreditam que comunicação e colaboração são essenciais em um ambiente tecnológico. Em outras palavras, essa geração de nativos digitais quer aprender, mas precisa de clareza, estrutura, confiança e experiências de aprendizado coletivas para se engajar com a IA. As organizações que entenderem isso terão certamente uma vantagem competitiva.

Em conclusão, a adoção da IA Agêntica representa uma transformação significativa na forma como trabalhamos, exigindo uma nova abordagem que vai além da tecnologia. O verdadeiro sucesso desta transição reside na capacidade das organizações de preparar suas equipes multidisciplinares para operar com inteligência, ética e propósito ao lado das máquinas. 

A EY.ai Academy, por meio de seu framework, não apenas capacita os colaboradores com o conhecimento técnico necessário, mas também enfatiza a importância do fator humano, promovendo uma cultura de aprendizado contínuo e colaboração. Ao priorizar a comunicação clara, o engajamento e a experimentação, as empresas podem criar um ambiente propício para a inovação e a adaptação às mudanças do mercado. Assim, ao investir no desenvolvimento de suas equipes e na integração da IA de maneira responsável, as organizações estarão melhor posicionadas para enfrentar os desafios do futuro e garantir um impacto sustentável e positivo em seus negócios.

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