Existe uma corrida neste momento entre os players do cenário digital. Na ponta estão os hiperescaladores, seguidos pelos nativos. Os incumbentes legados aparecem lá atrás. Mas à frente deles e tentando disputar com os nativos digitais estão os incumbentes digitais, empresas tradicionais que adotaram características de hiperscaladores e nativas digitais. Essas companhias estão fazendo a transição do reforço dos sistemas de negócios principais para a inovação, de acordo com o recente relatório “The Rise of the Digital Incumbent”, do Boston Consulting Group (BCG).
Esses negócios tradicionais que executaram com sucesso sua transformação digital e estão avançando na construção sistemática de capacidades digitais. Adidas, Diageo, John Deere, KLM, L’Oréal fazem parte do grupo que percebeu a necessidade de desenvolver e construir recursos para seu crescimento a partir da inovação disruptiva.
O estudo aponta que apenas cerca de “30% das empresas no índice S&P Global 1200 estão se transformando com sucesso em empresas digitais”, deixando a maioria das empresas legadas para trás. O que difere as incumbentes digitais das versões legadas, além do investimento em plataformas digitais, é que elas se valem de suas habilidades para construir resiliência e alcançar aquilo que a consultoria define como “capacidade biônica” – o ponto em que as capacidades humanas e tecnológicas se combinam para funcionar em um nível que nenhum deles pode alcançar de forma independente. Isso requer uma base sólida de proficiência digital, ou seja, não apenas sistemas, mas colaboradores com habilidades digitais e de dados. Essa combinação criará empresas de alto desempenho.
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