s
Justa em teoria, falha na prática: entenda como estruturar sistemas que realmente recompensam talento e desempenho sem reforçar desigualdades históricas (Crédito: Freepik)
DIVERSIDADE

Meritocracia real exige dados, não só boas intenções

Meritocracia não acontece sozinha. O modelo de talent analytics ajuda empresas a identificar vieses, corrigir distorções e criar oportunidades reais de crescimento

Meritocracia é uma das palavras mais usadas – e menos compreendidas – no mundo corporativo. A ideia de que indivíduos devem progredir com base em mérito, e não em características pessoais ou conexões, está no centro das promessas de justiça organizacional. No entanto, práticas mal estruturadas podem transformar a meritocracia em paradoxo: ao invés de promover equidade, acabam reforçando desigualdades históricas, como explica o professor Emilio J. Castilla, do MIT Sloan School of Management.

Seu estudo publicado na nova edição da MIT Sloan Management Review revela três alertas importantes:

  1. Ter processos padronizados de contratação, avaliação e promoção não garante justiça. Pelo contrário, eles podem reproduzir vieses se não forem continuamente analisados.
  2. Organizações que se consideram meritocráticas tendem a ignorar seus próprios preconceitos. Isso pode afetar negativamente grupos historicamente marginalizados.
  3. Não há consenso sobre o que é “mérito”. Mesmo dentro de uma mesma empresa, líderes têm visões divergentes sobre o que constitui talento ou excelência.

Castilla propõe um modelo baseado em “talent analytics”, o que implica um ciclo contínuo de coleta, análise e revisão de dados de pessoas, capaz de identificar distorções e corrigir trajetórias injustas. Trata-se de transformar intuição em evidência, opinião em diagnóstico, e boa intenção em ação efetiva.

Os cinco passos para tornar a meritocracia real

1. Definir com clareza os critérios de avaliação e seleção

Este é um conteúdo exclusivo para assinantes.

Cadastre-se grátis para ler agora
e acesse 5 conteúdos por mês.

É assinante ou já tem senha? Faça login. Já recebe a newsletter? Ative seu acesso.

O novo CEO: o que os boards realmente esperam da liderança em 2026

Tendências

O novo CEO: o que os boards realmente esperam da liderança em 2026

Resultados já não bastam. Conselhos agora buscam líderes que combinem visão estratégica, domínio de IA, liderança humana e presença ética para atravessar tempos de incerteza

Grande Adaptação: 2026 marca virada na relação entre empresas e pessoas

Tendências

Grande Adaptação: 2026 marca virada na relação entre empresas e pe...

O Workmonitor 2026 revela a lacuna de confiança entre empregadores e trabalhadores, o avanço da IA como infraestrutura e o fim da carreira linear — e o que líderes precisam fazer agora

2026, o ano no qual o Chief AI Officer é o CEO

Inteligência Artificial

2026, o ano no qual o Chief AI Officer é o CEO

O AI Radar 2026 do BCG mostra CEOs assumindo decisões de IA, concentrando capital, risco e governança.

Futuro do trabalho: IA redistribui o valor da produtividade individual para coletiva

Tendências

Futuro do trabalho: IA redistribui o valor da produtividade individual...

Da economia do desalinhamento de habilidades à produtividade coletiva e ao Human Performance Reset, os dados mostram como a Inteligência Artificial está mudando o que realmente importa no trabalho

Quatro futuros possíveis para o trabalho na era da IA até 2030

Tendências

Quatro futuros possíveis para o trabalho na era da IA até 2030

Estudo do Fórum Econômico Mundial mostra como a combinação entre avanço da IA e preparo da força de trabalho pode levar à prosperidade ou à frustração econômica

Por que a agenda do CEO em 2026 começa antes da Inteligência Artificial

Tendências

Por que a agenda do CEO em 2026 começa antes da Inteligência Artific...

Infraestrutura, processos e pessoas se tornam o verdadeiro teste de maturidade para escalar IA com impacto real nos negócios