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ALÉM DOS BLOCOS

Este não é mais um texto sobre NFT

É um texto sobre algo concreto e real: o valor artístico, mas com novas possibilidades no mundo virtual

De tempos em tempos vem uma onda que sacode o mundo dos negócios. Em 2021 tem sido o caso dos NFT’s. Enigmático como equação, pragmático como proposta, emblemático como transformação. Mas deixando a teoria de lado, NFT é uma solução, ok. Resta saber se uma solução válida para o seu problema.

E como avaliar? Bem, aí é que entra o pensamento digital. Como qualquer produto da chamada “Nova Economia”, os tokens são ativos que funcionam fora do mundo físico, mas também precisam da “velha economia”.

Em suma, o que o surgimento dos NFT’s pode criar (hoje) não é um novo mundo, mas uma expansão do mundo atual, onde empresas e artistas encontram um poderoso ambiente para promover engajamento de comunidades e, ao mesmo tempo, uma ferramenta de expansão de plataformas de atuação.

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Para o mundo da arte, esta incrível jornada digital que se viabilizou com a tecnologia blockchain abriu um novo cenário de encapsulamento de obras, a partir de qualquer suporte, transformando profundamente a experiência artística, sem necessariamente alterar a arte.

Assim, uma obra da Adriana Varejão em NFT seguirá sendo uma obra da Adriana Varejão. Outra, do Diogo Nogueira, trilhará o mesmo caminho. O que eles podem fazer é criar uma expansão de seu pacote artístico através do meio digital,  representado em um token não-fungível (NFT) que só fará sentido se estiver conectado com sua arte. As possibilidades são quase infinitas.

Querer ter a propriedade de algo único de um artista que se admira é tão velho quanto o Renascimento. Logo, estamos falando de algo concreto e real, o valor artístico, mas com novas possibilidades no mundo virtual. E o NFT é isso, um registro legal de uma nova expressão da arte.

Sobre a perspectiva de oferecer retornos financeiros, a arte sempre foi um excelente negócio, mas somente para quem sabe investir nisso. É um mercado de nicho mas, se tirarmos os números da conta, também é bastante prazeroso para quem adquire uma obra que admira. 

Vejo essa “aventura digital” como algo sensacional e que deve ser explorada, com parcimônia e, de preferência, ao lado de quem conhece o negócio, os profissionais.

Em resumo, é a receita de sempre para o mundo artístico. 

Para saber mais sobre os NFT’s, bem, este não é mais um texto sobre isso, mas será fácil encontrar textos, vídeos e podcasts sobre o assunto. Aqui a ideia foi tratar o NFT não como um fim, mas como o que acreditamos que ele realmente é: um meio. Um meio para levar a arte a lugares novos que, por vezes, podem ser espetaculares.

 

Mais Ricardo Azevedo