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Bitcoin nas tesourarias: como Méliuz, Tesla e Strategy estão mudando o jogo (Crédito: Unsplash)
ECONOMIA DIGITAL

Acumular Bitcoin virou estratégia corporativa – e o mercado já sente os efeitos

Méliuz, Tesla, Strategy e Metaplanet estão na linha de frente de um movimento global de acúmulo de Bitcoin. A estratégia impulsiona ações, altera modelos de negócio e gera riscos que podem afetar todo o mercado financeiro e cripto

A Méliuz anunciou nesta segunda-feira a compra de cerca de R$ 157 milhões (em torno de US$ 28,61 milhões) em Bitcoins. Com a operação, a empresa dobrou seu total de criptoativos para 595,67 unidades e reforçou a estratégia em alta dos acumuladores de criptomoedas. Empresas como Tesla, Strategy e Metaplanet estão à frente desse movimento, ampliando seus estoques e produzindo um crescimento explosivo no preço das ações.

No último ano, o número de Bitcoins em poder das empresas aumentou quase 170%. Cerca de 130 empresas listadas detêm um total de US$ 87 bilhões em Bitcoins, de acordo com dados do BitcoinTreasuries.net, o equivalente a cerca de 3,2% de todos os Bitcoins que existem ou ainda estão sendo minerados.

A Strategy (ex-MicroStrategy) é a maior detentora corporativa de Bitcoin no mundo, com 592.100 Bitcoins, o que seria equivalente a mais de US$ 60 bilhões. De acordo com Michael Saylor, fundador da Strategy, o objetivo acumulador é simples: “Estamos acumulando Bitcoin porque é o ativo mais escasso e resistente à inflação que existe. Estamos indo para Marte.” Se a tendência continuar, alguns especialistas preveem que empresas como Strategy podem deter até 5% de todo o Bitcoin disponível até 2026, o que acirraria a escassez.

Por que as empresas estão acumulando Bitcoin?

1. Tesouraria alternativa e proteção contra inflação e moedas fiduciárias

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Por Victória de Sá, especial para The Shift *