s
Sistemas de IA já conseguem prever e influenciar nossas decisões antes mesmo de tomarmos consciência delas (Crédito: Nick Fewings/Unsplash)
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Da Economia da Atenção à Economia da Intenção: O novo jogo da IA

Como a inteligência artificial está indo além da captura de atenção para moldar nossas escolhas e decisões

A atenção se tornou um recurso mercantilizado, manipulado pela mídia e tecnologias modernas. O recurso definidor da era digital, extraído e comercializado de forma muito parecida com o trabalho durante a Revolução Industrial – levando a uma sensação de alienação mesmo quando somos “livres” para escolher para onde vai nosso foco, como bem aponta Chris Hayes, autor do recém-lançado “The Sirens' Call”.

Pois bem, LLMs e IA preditiva podem ir além desse cenário de atenção, para moldar nossa intenção– guiando o que queremos ou planejamos fazer, dando início ao que pesquisadores já começam a chamar de “Economia da Intenção”. Afinal, sistemas de IA podem inferir e influenciar as motivações dos usuários, coletar sinais de intenção de interações aparentemente benignas e personalizar conteúdo persuasivo em escala.

Tomemos como exemplo o sistema de IA da Meta treinado para jogar Diplomacy, que lê o bate-papo e os movimentos anteriores de cada jogador para adivinhar o que eles planejam fazer a seguir e usar essa descoberta para propor acordos ou alianças que direcionam as pessoas em direção aos seus próprios objetivos – mostrando como a IA pode usar o raciocínio para deduzir a intenção de um usuário e, posteriormente, moldar seu comportamento. Em breve, poderemos estar inseridos em um mercado emergente no qual dados sobre nossos planos e objetivos futuros são capturados, comprados e vendidos – redirecionando ou mesmo reescrevendo o que queremos.

Este é um conteúdo exclusivo para assinantes.

Cadastre-se grátis para ler agora
e acesse 5 conteúdos por mês.

É assinante ou já tem senha? Faça login. Já recebe a newsletter? Ative seu acesso.

Pricing: onde a IA gera ROI verificável

Inteligência Artificial

Pricing: onde a IA gera ROI verificável

Enquanto 90% das iniciativas de IA ainda não saíram do piloto, o pricing B2B já tem resultados no P&L

Mythos, o modelo que encontra falhas que passaram décadas invisíveis

Inteligência Artificial

Mythos, o modelo que encontra falhas que passaram décadas invisíveis

Quando encontrar brechas deixa de ser difícil, todo cuidado é pouco. Por isso, a Anthropic lançou o modelo para apenas 50 empresas parceiras. O Project Glasswing inaugura uma nova fase da cibersegurança.

A realidade da IA em 2026, segundo Stanford

Inteligência Artificial

A realidade da IA em 2026, segundo Stanford

O AI Index, do HAI, identifica uma dependência geopolítica que o mercado ignora e uma percepção pública construída sobre uma versão anterior da tecnologia.

O que o balanço da IA não mostra

Inteligência Artificial

O que o balanço da IA não mostra

Quando os projetos fracassam, os custos somem. Quando os funcionários ficam de fora, ninguém conta. A indústria celebra uma transformação que seus próprios dados contradizem.

Sam Altman quer regular a IA. A pergunta é: podemos confiar nele?

Inteligência Artificial

Sam Altman quer regular a IA. A pergunta é: podemos confiar nele?

A empresa posicionada para capturar os maiores lucros da IA propõe como ela deve ser tributada, regulada e distribuída — e pede ao governo que faça o que ela própria não se compromete a fazer.

Limites cognitivos e a vida emocional oculta dos LLMs

Inteligência Artificial

Limites cognitivos e a vida emocional oculta dos LLMs

Pesquisa de interpretabilidade da Anthropic identifica 171 representações internas de emoção no Claude Sonnet 4.5. Elas são causais e o modelo já desenvolveu mecanismos para ocultá-las.