A atenção se tornou um recurso mercantilizado, manipulado pela mídia e tecnologias modernas. O recurso definidor da era digital, extraído e comercializado de forma muito parecida com o trabalho durante a Revolução Industrial – levando a uma sensação de alienação mesmo quando somos “livres” para escolher para onde vai nosso foco, como bem aponta Chris Hayes, autor do recém-lançado “The Sirens' Call”.
Pois bem, LLMs e IA preditiva podem ir além desse cenário de atenção, para moldar nossa intenção– guiando o que queremos ou planejamos fazer, dando início ao que pesquisadores já começam a chamar de “Economia da Intenção”. Afinal, sistemas de IA podem inferir e influenciar as motivações dos usuários, coletar sinais de intenção de interações aparentemente benignas e personalizar conteúdo persuasivo em escala.
Tomemos como exemplo o sistema de IA da Meta treinado para jogar Diplomacy, que lê o bate-papo e os movimentos anteriores de cada jogador para adivinhar o que eles planejam fazer a seguir e usar essa descoberta para propor acordos ou alianças que direcionam as pessoas em direção aos seus próprios objetivos – mostrando como a IA pode usar o raciocínio para deduzir a intenção de um usuário e, posteriormente, moldar seu comportamento. Em breve, poderemos estar inseridos em um mercado emergente no qual dados sobre nossos planos e objetivos futuros são capturados, comprados e vendidos – redirecionando ou mesmo reescrevendo o que queremos.
Este é um conteúdo exclusivo para assinantes.
Cadastre-se grátis para ler agora
e acesse 5 conteúdos por mês.
É assinante ou já tem senha? Faça login. Já recebe a newsletter? Ative seu acesso.
A economia avança com IA, mas esbarra na qualidade do julgamento humano — um fator ainda ausente das métricas e da governança corporativa.
Pesquisas da PwC e do MIT mostram por que os investimentos em IA avançam mais rápido do que a capacidade das empresas de capturar valor. E por que o problema não é tecnológico, mas estrutural.
A Anthropic aposta em agentes pagos; a OpenAI recorre à publicidade para sustentar a escala do ChatGPT.
Com ativos estratégicos e escala, o Brasil pode liderar ou perpetuar o descompasso regional.
Apesar da experimentação crescente e de ganhos já percebidos, a governança segue como principal freio à adoção formal da IA e da IA Generativa, segundo a Capgemini.
O AI Radar 2026 do BCG mostra CEOs assumindo decisões de IA, concentrando capital, risco e governança.
Aproveite nossas promoções de renovação
Clique aquiPara continuar navegando como visitante, vá por aqui.
Cadastre-se grátis, leia até 5 conteúdos por mês,
e receba nossa newsletter diária.
Já recebe a newsletter? Ative seu acesso
