s
Sistemas de IA já conseguem prever e influenciar nossas decisões antes mesmo de tomarmos consciência delas (Crédito: Nick Fewings/Unsplash)
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Da Economia da Atenção à Economia da Intenção: O novo jogo da IA

Como a inteligência artificial está indo além da captura de atenção para moldar nossas escolhas e decisões

A atenção se tornou um recurso mercantilizado, manipulado pela mídia e tecnologias modernas. O recurso definidor da era digital, extraído e comercializado de forma muito parecida com o trabalho durante a Revolução Industrial – levando a uma sensação de alienação mesmo quando somos “livres” para escolher para onde vai nosso foco, como bem aponta Chris Hayes, autor do recém-lançado “The Sirens' Call”.

Pois bem, LLMs e IA preditiva podem ir além desse cenário de atenção, para moldar nossa intenção– guiando o que queremos ou planejamos fazer, dando início ao que pesquisadores já começam a chamar de “Economia da Intenção”. Afinal, sistemas de IA podem inferir e influenciar as motivações dos usuários, coletar sinais de intenção de interações aparentemente benignas e personalizar conteúdo persuasivo em escala.

Tomemos como exemplo o sistema de IA da Meta treinado para jogar Diplomacy, que lê o bate-papo e os movimentos anteriores de cada jogador para adivinhar o que eles planejam fazer a seguir e usar essa descoberta para propor acordos ou alianças que direcionam as pessoas em direção aos seus próprios objetivos – mostrando como a IA pode usar o raciocínio para deduzir a intenção de um usuário e, posteriormente, moldar seu comportamento. Em breve, poderemos estar inseridos em um mercado emergente no qual dados sobre nossos planos e objetivos futuros são capturados, comprados e vendidos – redirecionando ou mesmo reescrevendo o que queremos.

Este é um conteúdo exclusivo para assinantes.

Cadastre-se grátis para ler agora
e acesse 5 conteúdos por mês.

É assinante ou já tem senha? Faça login. Já recebe a newsletter? Ative seu acesso.

Na Ai4, a IA deixa o palco e entra na operação

Inteligência Artificial

Na Ai4, a IA deixa o palco e entra na operação

O discurso mudou em Las Vegas: o desafio agora é fazer agentes operarem em escala, com múltiplos modelos, dados sob controle e humanos responsáveis pelas decisões que importam.

Por Sergio Larentis *
Dez vezes mais ideias, o mesmo filtro

Inteligência Artificial

Dez vezes mais ideias, o mesmo filtro

O avanço tecnológico depende menos da capacidade de produzir hipóteses do que da capacidade de descartá-las. É o que separa as empresas em que a IA acelera a inovação daquelas em que ela apenas acelera o erro.

A governança de agentes precisa virar infraestrutura

Inteligência Artificial

A governança de agentes precisa virar infraestrutura

Políticas e comitês não bastam quando a autoridade pode expirar no tempo e se ampliar pelo caminho. As empresas terão de construir uma camada capaz de identificar, limitar, revalidar e revogar o poder de cada agente antes que a ação a...

A IA ganha autoridade pelo caminho. Uma camada de infraestrutura corre para impedir

Inteligência Artificial

A IA ganha autoridade pelo caminho. Uma camada de infraestrutura corre...

Reguladores, coalizões, protocolos da IETF e produtos tentam evitar que a capacidade de um agente vire autoridade só porque ele encontrou um caminho técnico até a ação.

A governança de IA ganha uma nova fronteira: a execução

Inteligência Artificial

A governança de IA ganha uma nova fronteira: a execução

Quando agentes passam a agir sozinhos, é preciso decidir, no ponto de execução, se a ação ainda está dentro da autoridade que foi concedida.

Energia, velocidade e seguro: os novos gargalos que ameaçam o boom de data centers de IA

Inteligência Artificial

Energia, velocidade e seguro: os novos gargalos que ameaçam o boom de...

Cinco relatórios mostram um setor com capital abundante, mas cada vez mais limitado por energia, mão de obra, velocidade de conexão entre chips e risco climático