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A evolução do comércio digital, o crescimento dos marketplaces e as novas tendências impulsionadas pela tecnologia e pelo comportamento do consumidor (Crédito: Freepik)
TENDÊNCIAS

De necessidade a tendência: como o e-commerce se tornou protagonista no varejo global

Com o choque da pandemia, o varejo digital passou por uma expansão, com impactos dos novos meios de pagamento e a crescente importância do Social Commerce

Por Silvia Bassi 18/03/2025

Quando o lockdown da pandemia começou, em março de 2020, o varejo global teve que correr para encontrar novas formas de venda online. Era preciso mudar ou adaptar o modelo de negócios, sob pena de desaparecer. Da mesma forma, consumidores do mundo todo, impossibilitados de ir às lojas e mercados físicos, mudaram seus hábitos de compra e de confiança.

Um relatório da Administração do Comércio Internacional (International Trade Administration - ITA) mostra que a participação do e-commerce (B2C e B2B) no total de receita do varejo global subiu de 13,6% em 2019 para 21,8% em 2024, um crescimento de oito pontos percentuais na fatia da pizza que compete ao comércio online (gráfico abaixo).

  • Nas empresas de todos os tamanhos, o movimento em busca de resiliência com a venda online levou à adoção de novas tecnologias e a uma corrida por talentos com habilidades digitais.
  • China (72%), Brasil (65%), Índia (61%), Espanha (60%) e Reino Unido (54%), segundo a ITA, tiveram as maiores adesões do varejo B2B ao e-commerce logo no início da pandemia.
  • Os marketplaces continuaram a ser o destino #1 dos consumidores (47%).
  • Dois pontos relevantes: o aumento da receita online dos pequenos negócios e o avanço do modelo DTC (Direct-to-Consumer).

Para onde vai o e-commerce em 2025?

  • No Brasil, a receita do varejo com vendas online foi de R$ 204,3 bilhões em 2024 (dados da ABComm - Associação Brasileira do Comércio Eletrônico). Isso equivale a um crescimento de 10,5% na receita sobre o ano anterior.
  • Para 2025, a ABComm projeta um faturamento de R$ 234,9 bilhões, com aumento do ticket médio (R$ 539,28) e do número de consumidores (94,05 milhões). A ampliação dos meios de pagamento digital (incluindo Pix parcelado e Pix por contato, por exemplo) é um fatores de impulso para o ano.
  • Para comparação: a receita de e-commerce em 2020, o ano de início da pandemia, foi de R$ 87,4 bilhões. Historicamente, foi o melhor desempenho do e-commerce brasileiro desde 2007, com um crescimento de 41%. Os dados são do relatório Webshoppers, produzido pela consultoria Ebit/Nielsen em parceria com Bexs Banco.
  • Globalmente, o e-commerce deve exceder US$ 6,8 trilhões em 2025, segundo um relatório do Emarketeer, podendo chegar US$ 8 trilhões em 2029.
  • Com a chegada mais forte da IA no setor, hiperpersonalização, uso de chatbots para atendimento ao cliente e voice commerce são incrementos de experiência que devem acelerar.

O que os consumidores digitais globais têm em comum?

  • Os marketplaces funcionam não apenas como local de compra, mas também como um “site de busca” por produtos para os consumidores. Ainda assim, continuam a ser os maiores geradores de receita online.
  • Os maiores geradores de satisfação continuam sendo flexibilidade e rapidez na entrega.
  • Sobre a entrega, um fenômeno interessante aparece: o uso de lockers para a retirada da mercadoria. Em 2021, segundo o Statista, o mercado de armários inteligentes para encomendas chegou a US$ 722,1 milhões. A estimativa é que ultrapasse US$ 1 bilhão a partir de 2024.
  • Em 2024, as receitas globais geradas por meio de plataformas de mídia social chegaram a quase US$ 700 bilhões, um aumento de aproximadamente 23% em comparação ao ano anterior. A expectativa é que o Social Commerce represente 17,1% do total de vendas online em 2025. Seus maiores fãs são os consumidores da Geração Z, e o TikTok, seu point preferencial.

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