s
Crédito: Pexels

INOVAÇÃO

Como desenvolver imunidade de rebanho à inovação

O mercado publicitário ajudou a difundir a ideia de que são ferramentas que levam à criatividade, dando a ideia de que inovar é fácil e divertido, quando pode ser um processo bem sofrido

Por Soraia Yoshida 21/06/2021

Brainstorming e Design Thinking são duas metodologias que caíram no “gosto popular” corporativo e são usadas para quase tudo como sinônimo de ideação e inovação, inclusive em argumentos em que nem chegaram perto. O mercado publicitário ajudou a difundir a ideia de que são ferramentas que levam à criatividade – dando a seus usuários a ilusão de que inovar é fácil e divertido, escreve Amnon Levav, cofundador e diretor de inovação da SIT - Systematic Inventive Thinking Ltd.

"O brainstorming, famoso por sua invenção independente, mas quase simultaneamente, por Alex Osborn e Walt Disney no início dos anos 50, desempenhou um papel importante em seus primeiros dias na promoção da criatividade e da inovação, especialmente no mundo corporativo. Os executivos anteriormente oprimidos de repente receberam uma “licença para não matar” e, mais importante, para não ser morto, que lhes permitiu expor suas ideias em relativa segurança. Na cultura hierárquica fechada daquela época, isso era inestimável e contribuiu para uma verdadeira revolução cultural", escreve Levav.

Segundo ele, o brainstorming continua sendo uma ferramenta que pode ajudar a motivar os participantes a serem ativos em uma discussão com o objetivo de compartilhar ideias que já têm e de promover a formação de equipes. Então, o que há para não gostar? O fato de que quem propõe seu uso normalmente afirma que é "um método confiável para gerar novas idéias", critica Levav. "Não é, e isso é confirmado repetidamente pela experiência de seus usuários corporativos. Uma busca rápida por 'pesquisas mostrando que o brainstorming não funciona' fornece bastante material para comprovar esse fato", sugere

Conteúdo exclusivo para membros da The Shift

Aproveite a promoção e assine

Como serão os games no futuro?

Inovação

Como serão os games no futuro?

Cloud gaming, mais diversidade e mobile são algumas das tendências que moldam os próximos passos do mercado de jogos online

Por Marina Hortélio
Voltz quer reinventar o ecossistema de duas rodas do Brasil

Entrevista

Voltz quer reinventar o ecossistema de duas rodas do Brasil

O fundador da autotech, Renato Villar, percebeu que o futuro é elétrico, por isso apostou nas motos elétricas com muita tecnologia embutida e com apoio forte de sua comunidade

Por Marina Hortélio
IA corre para conquistar o ouro olímpico em Tóquio

Inteligência Artificial

IA corre para conquistar o ouro olímpico em Tóquio

A tecnologia desempenhará um papel fundamental para os atletas e também na segurança e eficiência do evento

Por Cristina De Luca
Startups ESG Enablers captam mais de US$ 1 bi na última década

Inovação

Startups ESG Enablers captam mais de US$ 1 bi na última década

Ao todo, 30 setores possuem startups com soluções em ESG. A maior parte delas está aglomerada no segmento de "água e energia", que possui 144 empresas

Por Marina Hortélio
Startups brasileiras batem recorde ao captar US$ 5,2 bi no 1º semestre

Inovação

Startups brasileiras batem recorde ao captar US$ 5,2 bi no 1º semestr...

Até junho foram registradas 11 mega rodadas e 4 novos unicórnios, de acordo com o relatório Inside Venture Capital, do Distrito

Por Marina Hortélio
Por que todas as empresas deveriam investir em ativos intangíveis

Inovação

Por que todas as empresas deveriam investir em ativos intangíveis

Uma pesquisa aponta a relação em investimento em ativos intangíveis e maior crescimento

Por Soraia Yoshida