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Em um momento em que se fala tanto sobre a importância da energia sustentável e como é vital para praticamente tudo o que fazemos hoje, é vital olhar para o papel de cada um Crédito: Min Ahn/Pexels

O SHIFT DA QUESTÃO

Como anda a sua pegada de carbono?

A frase "Onde é que nós vamos parar?" não foi feita para a questão da pegada climática, mas bem que poderia

Por Cristina De Luca, Marina Hortélio, Silvia Bassi e Soraia Yoshida 26/06/2021

O problema está dado, e tem dois lados: 1- precisamos impedir que o mundo aqueça mais do que 1,5°C até 2030, zerando nossas emissões de gases de efeito estufa até 2050 (Acordo de Paris); 2- não podemos travar a transformação digital global, porque o futuro da economia é digital, portanto, vamos precisar de mais dados, mais tecnologias, que consomem energia e geram uma pegada de carbono considerável, que aumenta com a digitalização.

E aí, como resolver esse conundrum? O ponto mais importante aqui é entender que, se hoje a TI, a internet, e todos os dispositivos digitais consomem 7% de toda a energia gerada no mundo e chegam a emitir 3,7% do total da pegada de carbono global (veja o infográfico abaixo), na próxima década esses números vão mais que dobrar. Jeff Kettle, pesquisador da Universidade de Glasgow, especialista em engenharia elétrica, calcula que em 2025, a indústria de TI poderá consumir 20% de toda a eletricidade gerada no mundo e emitir 5,5% dos gases de efeito estufa.

A conta parece que não fecha, certo? Mas pode fechar porque, como no caso da picada de cobra (e das vacinas contra a Covid-19), é o próprio veneno que traz a solução. O caminho para a redução da pegada global de carbono passa pela adoção de fontes de energia renováveis e sustentáveis e pelo uso de tecnologias digitais para criar soluções que ajudem a própria indústria, e todos os usuários, a fechar a conta do net zero até 2050: igualar a quantidade de gases emitidos com a quantidade de gases eliminados da atmosfera.

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