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ECONOMIA

Comida do futuro a perigo

Os investimentos de risco na agricultura celular (proteínas animais cultivadas em laboratório) caíram 78% entre 2022 e 2023, colocando as startups a perigo.

Por Silvia Bassi 08/02/2024

Carne, peixe e frutos-do-mar cultivados em laboratório têm papel importante no futuro da alimentação sustentável do planeta, mas dependem de tempo de maturação da tecnologia, investimento para produção em grande volume e sinal verde dos reguladores para entrar no mercado e atrair a confiança dos consumidores. A chamada agricultura celular depende da resiliência de dezenas de empreendedores que estão “cortando mato” em um terreno ainda muito novo.

“Há muitos desafios em relação à escalabilidade e à paridade de custos. As primeiras startups tiveram que fazer tudo, basicamente, porque não havia ninguém para quem terceirizar as coisas, argumenta Harris Komishane, sócio do fundo Meach Cove Capital. Essa indústria olha para um horizonte de maturação de 10 a 20 anos, que não se encaixa na expectativa do "dinheiro impaciente" do VC tradicional, principalmente em tempos de juros altos.

E foi exatamente essa “aversão geral ao risco” dos VCs que causou a queda de 78% no fluxo de dinheiro para as foodtechs dedicadas ao cultivo de proteína animal. Dados preliminares coletados pela AgFunder para seu relatório anual global sobre agrifoodtechs mostram que a queda foi maior que a redução de 50% no investimento geral no setor em 2023. De US$ 807 milhões em 2022, despencou para US$ 177 milhões.

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