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Existe um sentimento positivo no setor de que as altas lideranças e conselheiros entendem que cibersegurança tem que vir antes, não durante ou depois de construir a solução (Crédito: Freepik)
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Cibersegurança e IA: Como empresas se preparam para um futuro seguro

Pesquisa da Deloitte revela que 57% das empresas esperam aumentar investimentos em cibersegurança, integrando a área à transformação digital, IA e nuvem. CISO ganha relevância estratégica

Pelo menos 57% das organizações esperam aumentar seus investimentos em segurança cibernética nos próximos 12 a 24 meses, e 58% planejam integrar esse orçamento a outras iniciativas, como transformação digital e investimentos em nuvem. De acordo com o relatório “Global Future of Cyber Survey”, da Deloitte, existe um sentimento positivo no setor de que as altas lideranças e conselheiros entendem que cibersegurança tem que vir antes, não durante ou depois de construir a solução.

Isso marca também um aumento na importância do Chief Information Security Officer (CISO) e na compreensão da diretoria sobre prioridades em segurança cibernética. Aproximadamente um terço dos 1200 líderes em várias indústrias em todo o mundo que foram ouvidos para a pesquisa relataram que o envolvimento do CISO aumentou muito no último ano em conversas estratégicas sobre recursos de tecnologia como nuvem, IA, Computação Cognitiva e análise de dados.

Em sua quarta edição, o levantamento apresenta um cenário que, se não apresenta grandes novidades, ao menos tem a bondade de tranquilizar de que as coisas estão caminhando exatamente como deveriam. A seguir, destacamos 10 pontos do relatório:

  • 52% dos líderes empresariais afirmam estar confiantes na capacidade do alto escalão executivo e do conselho de administrar a cibersegurança de forma adequada. Esse número sobe para 82% entre empresas com alta maturidade cibernética, ressaltando a importância de uma estratégia bem definida e integrada.
  • 88% das empresas relatam que seus conselhos discutem temas de cibersegurança trimestralmente ou com maior frequência. Isso indica uma evolução no entendimento da cibersegurança como um risco estratégico, e não apenas operacional.
  • Empresas que possuem alto nível de maturidade cibernética conseguem obter quase o dobro de benefícios estratégicos em comparação com organizações menos maduras.
  • 86% relataram implementar atividades/ações específicas em grande ou moderada extensão para aumentar a segurança cibernética.
  • 83% concordam que medidas como benchmarking, colaboração com provedores confiáveis e participação em consórcios são parte integrante de sua estratégia geral de segurança cibernética.
  • Apenas 34% dos executivos C-level focados em cibersegurança estão muito confiantes de que a diretoria e o conselho podem navegar adequadamente na segurança cibernética. Isso representa uma confiança significativamente menor em comparação com os entrevistados em geral.
  • Mais de 80% dos entrevistados afirmam estar integrando considerações de privacidade nos estágios iniciais do desenvolvimento do produto.
  • 58% esperam que os gastos com segurança cibernética comecem a ser integrados a outros orçamentos para iniciativas como transformação digital, programas de TI e investimentos em nuvem.
  • 66% dos entrevistados citaram a perda de confiança na integridade da tecnologia como uma das principais consequências negativas.
  • 66% também apontaram a disrupção operacional, incluindo interrupção da cadeia de suprimentos ou do ecossistema de parceiros, como uma grande preocupação.

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