s
Em vez de resistir, aprender a aceitar e canalizar a ansiedade pode ser a chave para um crescimento pessoal e profissional mais sustentável (Crédito: Freepik)
CARREIRA

Ansiedade como aliada: a ciência ensina a usar o medo para crescer

Para o psicólogo David H. Rosmarin, o segredo para lidar com a ansiedade é usá-la como ferramenta para resiliência e sucesso

Quando pensamos em ansiedade, geralmente vem acompanhada de um sentimento negativo, algo que precisamos evitar ou mesmo combater. Mas e se, em vez de resistir, aprendêssemos a usar a ansiedade como um mecanismo de crescimento? Para o psicólogo David H. Rosmarin, autor de “O Poder dos Ansiosos”, a chave para lidar com esse sentimento não está em suprimi-lo, mas em transformar a relação que temos com ele. “A maior causa da ansiedade hoje é que temos medo de nos sentir ansiosos. A partir do momento em que sentimos os primeiros sinais, achamos que algo está errado conosco, o que só piora a situação”, afirma.

A ansiedade, segundo o professor da Harvard Medical School, pode ser um motor para o sucesso e a resiliência. Em seu TED Talk, ele apresenta quatro passos para lidar melhor com a ansiedade:

  • Identificar: reconhecer a ansiedade e entender suas causas. Em vez de reprimir o sentimento, o ideal é fazer uma pausa e se perguntar: “Do que realmente tenho medo?”
  • Compartilhar: falar sobre a ansiedade com outras pessoas, seja um amigo, colega de trabalho ou até mesmo um estranho. “A vulnerabilidade cria conexões emocionais profundas”, diz.
  • Abraçar: aceitar a ansiedade como parte da vida. “Ela é desconfortável, mas também pode ser útil para aumentar nossa resiliência e fortalecer nossos relacionamentos”.
  • Aceitar: admitir que não temos controle absoluto sobre tudo. “Quando reconhecemos os limites do nosso controle, encontramos paz interior”.

A importância da conexão humana

Este é um conteúdo exclusivo para assinantes.

Cadastre-se grátis para ler agora
e acesse 5 conteúdos por mês.

É assinante ou já tem senha? Faça login. Já recebe a newsletter? Ative seu acesso.

A lacuna entre ambição e prontidão: o que seis estudos revelam sobre pessoas, liderança e IA

Tendências

A lacuna entre ambição e prontidão: o que seis estudos revelam sobr...

Protiviti, Careerminds, The Conference Board, Kyndryl, McKinsey e Metley chegam à mesma conclusão por caminhos diferentes: a tecnologia está pronta antes das pessoas e o RH que deveria liderar essa preparação é, com frequência, quem...

Cultura organizacional: como fechar o gap entre o que sua empresa promete e o que os funcionários vivem

Tendências

Cultura organizacional: como fechar o gap entre o que sua empresa prom...

Uma pesquisa com 300 profissionais de cultura e RH mostra que o problema não é falta de discurso — é a distância entre o que a liderança diz e o que ela recompensa, tolera e reforça todos os dias

Carga cognitiva, o próximo KPI da gestão

Tendências

Carga cognitiva, o próximo KPI da gestão

Uma linha emergente de pesquisas começa a tratar "mental load" como recurso organizacional, com efeito direto sobre a qualidade das decisões.

IA no conselho: como CEOs e boards podem construir uma visão única

Tendências

IA no conselho: como CEOs e boards podem construir uma visão única

Frameworks de Gartner, BCG, Deloitte e INSEAD mostram como destravar o alinhamento entre conselho e liderança executiva na hora de definir prioridades, riscos e velocidade de adoção da IA

IA nas Finanças 2026: o que um novo estudo revela sobre adoção, ROI e governança

Inteligência Artificial

IA nas Finanças 2026: o que um novo estudo revela sobre adoção, ROI...

Levantamento da KPMG com 1.013 líderes financeiros em 20 países mostra que governança e prontidão para auditoria, não o volume de investimento — separam quem lucra com IA de quem só experimenta

O gargalo da IA nas empresas não é mais dinheiro, é gente

Inteligência Artificial

O gargalo da IA nas empresas não é mais dinheiro, é gente

Pesquisa da JLL com mais de 2.200 executivos em 21 países revela que a lacuna de competências ultrapassou as restrições de orçamento como principal barreira à transformação por IA