s
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

A automação inteligente acelera a transformação digital da Suzano

SARA, a robô de compras da companhia, é um case emblemático de como o pensamento estratégico, aliado à agilidade, open innovation e tecnologias emergentes, aumenta a produtividade

Os fornecedores estão encantados com a SARA. Ela é hoje o xodó das áreas de Suprimentos, Tecnologia e Inovação aberta da Suzano. Faz solicitações de cotações, análise e atualização de informações, follow up com fornecedores e emissão dos pedidos. E, desde junho, ganhou autonomia para compras de materiais elétricos com valores de até R$ 1 mil. Já transaciona 60% do volume comprado no segmento de MRO (materiais de manutenção e indiretos, tais como fios, lâmpadas e material de construção). A redução de custo proporcionada até junho deste ano foi de R$ 11,98 milhões, mesmo só tenso iniciado suas atividades no começo do ano. E a produtividade mais que dobrou, passando de 24,8 produtos em média por comprador por dia útil, para 63 produtos.

SARA é a compradora automatizada e autônoma da companhia. E embora o nome seja um acrônimo masculino - Serviço de Análise de Requisições Automatizado - internamente ela é mais identificada como a IA da área de suprimentos, desenvolvida em parceria com a 42 Codelab, startup referência em IA e Machine Learning no Brasil. Por isso "a" SARA, como é carinhosamente chamada.

Para entender o porquê da sua criação é preciso entender primeiro como era realizado o processo de compras da Suzano antes do projeto. Extremamente manual, com alta demanda de itens, ele dependia de uma equipe dedicada para realizar todo o processo operacional, despendendo tempo e recursos financeiros. "A ideia inicial era digitalizar o processo de compras para tirar o nosso pessoal do operacional e focar nas negociações estratégicas e nos grandes contratos", conta Viviane Danemberg, executiva responsável pela área de suprimentos e logística inbound da companhia. Além dissso, a tecnologia tem permitido a ampliação da base de fornecedores consultados, garantindo a isonomia do processo e sustentabilidade à cadeia.

Este é um conteúdo exclusivo para assinantes.

Cadastre-se grátis para ler agora
e acesse 5 conteúdos por mês.

É assinante ou já tem senha? Faça login. Já recebe a newsletter? Ative seu acesso.

A tecnologia acelerou, mas a base científica e humana está encolhendo

Inovação

A tecnologia acelerou, mas a base científica e humana está encolhend...

Enquanto IA, quântica e biotecnologia avançam, Stanford alerta para a erosão da ciência básica e do capital humano

SaaS, agentes e a nova economia do software

Inteligência Artificial

SaaS, agentes e a nova economia do software

A automação por IA está deslocando valor da interface para dados, controle e orquestração.

IA Agêntica depende mais de gente que de código

Inteligência Artificial

IA Agêntica depende mais de gente que de código

Agentes prometem escala e eficiência, mas expõem limites organizacionais. O diferencial está na capacidade das empresas de gerir IA como rotina operacional.

Quem define as regras quando agentes se coordenam?

Inteligência Artificial

Quem define as regras quando agentes se coordenam?

O que o experimento MoltBook revela sobre o valor econômico, a governança e a liderança em sistemas autônomos.

O verdadeiro gargalo da inovação é a complexidade

Inovação

O verdadeiro gargalo da inovação é a complexidade

WIPO analisa 2.508 capacidades e mostra por que conectar ciência, tecnologia e mercado virou vantagem competitiva

Direção autônoma: IA redefine escala e mercado

Inovação

Direção autônoma: IA redefine escala e mercado

Modelos VLA, dados sintéticos e estratégias híbridas explicam por que a autonomia avança mais nos serviços do que no carro particular