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Aeroporto praticamente vazio durante crise do novo coronavírus Crédito: Lei Jiang/Unsplash

INOVAÇÃO

10 futuros possíveis depois da pandemia

A disrupção causada pelo novo coronavírus abriu um abismo de incertezas para empresas, que consultorias e futuristas estão tentado preencher

Por Redação The Shift 07/04/2020

Uma das maiores disrupções da história moderna está acontecendo diante de nossos olhos - e há uma preocupação muito real de que estejamos sobrecarregados demais para fazer algo a respeito. Muitas coisas estão mudando contínua e rapidamente. E muitos já começam a se perguntar como será o novo normal pós-pandêmico. Se, provavelmente, dividiremos o mundo dos negócios em AC e DC (ante do coronavírus e depois do coronavírus), o que podemos esperar na nova era?

Há vários futuros possíveis. Todos, segundo a McKinsey, fruto da ação dos líderes empresariais em 5 estágios: Resolução, Resiliência, Retorno, Reimaginação e Reforma. Ou três, segundo a Deloitte: Responder, Recuperar e Sustentar.

No relatório da McKinsey Global Institute, o choque trazido pelos esforços para combater o vírus terão forte impacto na economia, talvez o maior em quase um século. Na Europa e nos Estados, isso deve levar a um declínio na atividade econômica em um único trimestre que se mostrará muito maior do que as perdas de salários experimentadas durante a Depressão de 1929. Portanto, frente a esses novos desafios, resiliência será a palavra de ordem. As empresas que esperam passar por essa crise devem gerenciar seu caixa com cuidado e planejar o que fazer após esse primeiro momento. A maior parte da população vai vivenciar problemas financeiros e tanto na esfera pública, quanto na privada, as lideranças deverão tomar decisões para equilibrar a economia e a sustentabilidade social.
Um ponto que o relatório traz ainda é que indivíduos, empresas e organizações terão de passar por um processo de reimaginar suas vidas, estruturas e operações. As mudanças terão impacto em como as pessoas vivem, como trabalham e como usam a tecnologia. Fica claro desde já que o mundo do consumo online será o grande foco das empresas. Mas outros efeitos podem se mostrar ainda mais significantes na busca pela eficiência frente ao requisito da resiliência - o fim da globalização da cadeia de fornecimento, por exemplo, se a produção e a busca por fornecedores se mover para mais perto do consumidor. A crise, portanto, revelará não apenas vulnerabilidade, mas oportunidades para melhorar a performance do negócio. Os líderes terão de reconsiderar quais custos são realmente fixos diante dos variáveis, devido ao fechamento de linhas de produção. A adoção de novas tecnologias será acelerada pelo aprendizado rápido sobre o que é necessário para manter produtividade quando a mão de obra não está disponível. Com um aprendizado: o que faz um negócio ser mais resistente a choques, mais produtivo e mais capaz de entregar o que o consumidor quer.

Jamie Metzl , futurista em tecnologia e saúde, especialista em geopolítica, empresário, autor do livro “Hacking Darwin: Genetic Engineering and the Future of Humanity”  acredita que podemos ter um mundo melhor, se prosseguirmos  com algumas tendências como a virtualização de algumas atividades e a automação de processos e serviços, sem perder de vista os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU.A maioria diz que as consequências da pandemia proporcionarão uma oportunidade de aprender com inovações e experimentos sociais que vão desde o home office até a vigilância em larga escala. Ambas aparecem entre as 10 tendências listadas pelo futurista Rohit Bhatgava como as que caminham rapidamente para se tornar realidade pós pandemia. Completam a lista ideias que encontravam certa resistência antes como o ensino à distância, os restaurantes fantasmas (termo usado para descrever um restaurante apenas para cozinha que oferecia entrega em domicílio) e a entrega por drones.

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