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De reguladores a fintechs, o Brasil constrói o ecossistema mais avançado do mundo emergente — com stablecoins, tokenização e IA impulsionando uma nova arquitetura financeira (Crédito: Freepik)
ECONOMIA DIGITAL

Stablecoins e tokenização: o “momento iPhone” das finanças chegou

Com mercado de stablecoins que já ultrapassa US$ 300 bilhões e o Drex em fase de testes, o Brasil consolida sua liderança na transição para a economia tokenizada

Mais do que um marco regulatório, encapsulado no MiCA (Markets in Crypto-Assets Regulation) na Europa e versões localizadas na Ásia ou mesmo no GENIUS Act nos EUA, 2025 marca um ponto de inflexão para o mercado global de ativos digitais. No redesenho estrutural da economia, o Brasil ocupa uma posição estratégica na nova ordem financeira digital, como mostram dois relatórios recém-lançados.

De acordo com o estudo “Brazil’s Financial Evolution: Unveiling the Brazil Stack”, da McKinsey e do Valor Capital, o Brasil transformou-se em um dos principais laboratórios de inovação financeira do mundo, combinando inclusão, tecnologia e regulação progressiva. Nos últimos dez anos, o país construiu o chamado “Brazil Stack”, um conjunto integrado de infraestruturas que inclui:

  • Pagamentos instantâneos via Pix
  • Open Finance (dados abertos bancários)
  • Infraestrutura financeira baseada em blockchain
  • Identidade digital Gov.br
  • Uso crescente de stablecoins e finanças programáveis
  • Serviços financeiros movidos por Inteligência Artificial.

O impacto aparece nos números:

  • O Pix processou 63 bilhões de transações em 2024, segundo o Banco Central.
  • O Open Finance já abrange mais de 42 milhões de clientes e 800 instituições conectadas.
  • A bancarização passou de 68% em 2015 para 90% em 2025.
  • Mais de 71,5 milhões de brasileiros entraram no sistema financeiro formal por meio do Pix.

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