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Em vez de substituir o ser humano, a inteligência artificial pode amplificar o que temos de único — empatia, criatividade, julgamento e visão (Crédito: Freepik)
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Do hype ao humano: o que sua empresa precisa entender sobre futuro da IA no trabalho

Para que a IA gere valor real, as empresas precisam abandonar pilotos isolados e investir no que torna o trabalho mais humano

Por Soraia Yoshida 23/10/2025

Ao invés de tratar a Inteligência Artificial (IA) como uma ameaça ou uma simples ferramenta, as organizações devem abraçá-la como uma oportunidade de repensar o trabalho e valorizar o que há de mais humano nas pessoas. A IA pode ser, portanto, uma alavanca de transformação humana, a partir da mudança da matriz, que não é tecnológica e nem somente humana, mas colaborativa, como aponta um estudo do MIT Sloan Management School.

A IA não substitui capacidades humanas críticas – ela as complementa

A pesquisa “Workforce Intelligence”, do MIT Sloan, liderada por Isabella Loaiza e Roberto Rigobon, parte da pergunta: “Quais capacidades humanas complementam as lacunas da IA?”. A resposta está no modelo EPOCH, que agrupa cinco conjuntos de habilidades:

  • Empatia e Inteligência Emocional – Empathy
  • Presença, Rede e Conexão – Presence
  • Opinião, Julgamento e Ética – Opinion
  • Criatividade e Imaginação – Creativity
  • Esperança, Visão e Liderança – Hope 

Essas capacidades, que a IA não consegue reproduzir com autenticidade, são fundamentais para a resiliência das ocupações no futuro. Segundo o estudo, tarefas com alto score EPOCH estão associadas a crescimento de emprego entre 2016 e 2024, enquanto aquelas com alto risco de automação sofreram quedas de ocupação.

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