s
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Como aumentar a segurança da GenAI?

Tratando segurança como arquitetura e não como filtro no fim do funil. Aplicações que nascem com detecção, supervisão e resposta em camadas independentes escalam com menos sustos.

Um dos motivos para manter cautela com a IA é a variedade de danos que ela pode causar, do uso malicioso em ataques, fraudes e desinformação a erros e alucinações em respostas aparentemente benignas. Isso ficou mais visível à medida que a tecnologia deixou de ser coadjuvante e passou a responder perguntas críticas, falar com clientes, automatizar fluxos e executar tarefas que antes eram exclusivas de humanos. O resultado é simples de entender: o valor acelera, o risco também.

O caminho prático para equilibrar essa equação começa no desenho de arquitetura. Em vez de confiar em um único modelo para “acertar tudo”, vale criar camadas independentes de detecção, supervisão e resposta. Sem esse desacoplamento, cada nova funcionalidade vira uma roleta de compliance, reputação e passivos. É aqui que entram os modelos e os agentes guardiões.

Os modelos guardiões funcionam como sensores de risco acoplados ao pipeline de IA. Eles operam ao lado do modelo principal, inspecionando entradas e saídas em tempo real para decidir o que pode ser dito, mostrado ou executado — e por quê. Na prática, aplicam políticas para bloquear conteúdo violento, discriminatório ou sexual, detectar informações sensíveis como dados pessoais identificáveis e financeiros, verificar alucinações e falhas factuais em fluxos com recuperação de contexto e sinalizar violações com impacto jurídico ou reputacional.

Este é um conteúdo exclusivo para assinantes.

Cadastre-se grátis para ler agora
e acesse 5 conteúdos por mês.

É assinante ou já tem senha? Faça login. Já recebe a newsletter? Ative seu acesso.

Investimento em fintechs bate US$ 103 bilhões em 2026, mas Brasil destoa da alta

Tendências

Investimento em fintechs bate US$ 103 bilhões em 2026, mas Brasil des...

Relatório Pulse of Fintech H1 2026, da KPMG, mostra recuperação do setor puxada por mega-negócios nos EUA, enquanto Brasil e Canadá reduzem os aportes em fintech no primeiro semestre do ano

Space tech vira aposta bilionária: por que o capital migrou para o espaço

Inovação

Space tech vira aposta bilionária: por que o capital migrou para o es...

Com IPO histórico da SpaceX, rodadas bilionárias e uma economia lunar em formação, o setor espacial deixou de ser aposta especulativa para virar mercado industrial de escala — e o capital já percebeu isso

Quando o acesso é válido e a ação, não

Inteligência Artificial

Quando o acesso é válido e a ação, não

Agentes já conseguem identificar vulnerabilidades, coordenar ações e adaptar o caminho para atingir um objetivo. O problema para empresas muda quando também passam a contornar a supervisão.

A infraestrutura virou refúgio para os investimentos em IA, e seu maior risco

Inteligência Artificial

A infraestrutura virou refúgio para os investimentos em IA, e seu mai...

A16z levantou US$ 1,1 bilhão para o mundo físico da IA. É para lá que o capital corre em busca de proteção. Mas é lá que se acumulam a concentração, a dívida e os compromissos de longo prazo que podem amplificar o risco.

Ciberataques no Brasil: o que revela o ESET Security Report 2026

Inteligência Artificial

Ciberataques no Brasil: o que revela o ESET Security Report 2026

Levantamento com 1.563 profissionais mostra que 62% das empresas brasileiras já detectaram tentativas de ataque, mas quatro em cada dez organizações da América Latina ainda não conseguem enxergar as próprias falhas de segurança

Na Ai4, a IA deixa o palco e entra na operação

Inteligência Artificial

Na Ai4, a IA deixa o palco e entra na operação

O discurso mudou em Las Vegas: o desafio agora é fazer agentes operarem em escala, com múltiplos modelos, dados sob controle e humanos responsáveis pelas decisões que importam.

Por Sergio Larentis *