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Parques industriais, bilhões em acordos, domínio em APIs e patentes: o avanço chinês na Biotecnologia é estratégico, agressivo e já ameaça a soberania científica dos EUA (Crédito: Unsplash)
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Made in China 2025: como a China virou potência em Biotecnologia

Relatório do Congresso americano alerta que Pequim pode assumir a dianteira global em até três anos — e os EUA podem nunca mais recuperar o protagonismo

A China está prestes a ultrapassar os Estados Unidos como líder global em Biotecnologia. Essa é a principal conclusão do recém-divulgado relatório da Comissão de Segurança Nacional sobre Biotecnologia Emergente do Congresso dos EUA. Com 215 páginas, o estudo soa um alarme sobre o avanço chinês em áreas-chave de Life Sciences e adverte que os EUA têm apenas “três anos para reagir” antes de uma perda de liderança “da qual talvez não se recupere”.

O documento afirma que a Biotecnologia – entendida como o uso de organismos vivos para criar soluções em áreas como Saúde, Agricultura e Segurança – será o próximo campo decisivo da disputa geopolítica entre as duas maiores economias do mundo. O alerta é claro: “Estamos diante de uma mudança de poder global”.

A arrancada da China em tecnologias do futuro

A China está disputando com os Estados Unidos quem está na frente nas chamadas tecnologias do futuro. A disputa é acirrada em Inteligência Artificial (IA), mas consta que os chineses estariam muito perto. As instituições sediadas nos EUA produziram 40 modelos de IA de destaque em 2024, em comparação com 15 da China e três da Europa, de acordo com a 8ª edição do Índice de Inteligência Artificial de Stanford, divulgado na segunda-feira. Os EUA investiram US$ 109 bilhões em 2024 – 12 vezes mais que a China. Os EUA continuam sendo os líderes nos principais modelos de IA, mas a China está se recuperando rapidamente, dominando a pesquisa e as patentes. Na frente de Telecomunicações, a China estabeleceu três padrões tecnológicos em 6G em 2024 e se destaca dos outros países.

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