A atenção se tornou um recurso mercantilizado, manipulado pela mídia e tecnologias modernas. O recurso definidor da era digital, extraído e comercializado de forma muito parecida com o trabalho durante a Revolução Industrial – levando a uma sensação de alienação mesmo quando somos “livres” para escolher para onde vai nosso foco, como bem aponta Chris Hayes, autor do recém-lançado “The Sirens' Call”.
Pois bem, LLMs e IA preditiva podem ir além desse cenário de atenção, para moldar nossa intenção– guiando o que queremos ou planejamos fazer, dando início ao que pesquisadores já começam a chamar de “Economia da Intenção”. Afinal, sistemas de IA podem inferir e influenciar as motivações dos usuários, coletar sinais de intenção de interações aparentemente benignas e personalizar conteúdo persuasivo em escala.
Tomemos como exemplo o sistema de IA da Meta treinado para jogar Diplomacy, que lê o bate-papo e os movimentos anteriores de cada jogador para adivinhar o que eles planejam fazer a seguir e usar essa descoberta para propor acordos ou alianças que direcionam as pessoas em direção aos seus próprios objetivos – mostrando como a IA pode usar o raciocínio para deduzir a intenção de um usuário e, posteriormente, moldar seu comportamento. Em breve, poderemos estar inseridos em um mercado emergente no qual dados sobre nossos planos e objetivos futuros são capturados, comprados e vendidos – redirecionando ou mesmo reescrevendo o que queremos.
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