s
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Na bola de cristal para 2024, a nova Licença Social

Mais que nunca as empresas passarão a depender de uma licença social digital, que contemple privacidade, segurança da informação e governança em Inteligência Artificial.

Por Gustavo Artese * 10/01/2024

Nós, humanos, portadores de inteligência natural, adoramos saber o que vem pela frente.  Não à toa ciganas, horóscopo, quiromancia, búzios e tarot raramente saem de moda. Trata-se de herança de nossa evolução. Nossos cérebros são máquinas finamente ajustadas para projetar, tanto oportunidades, quanto riscos.  Quer fazer sucesso com um contatinho?  Declare suas habilidades em futurologia com confiança.  Confie em mim; a leitura do artigo dará boa indicação do que nos espera.

É impossível projetar sem olhar para trás. O fio da meada de 2024 passa necessariamente por 2023, ano marcado pela popularização dos modelos Transformers e da IA Generativa (IAGen), assim como pela consequente corrida para sua adoção por organizações de todos os tamanhos e setores. O potencial de alto impacto da tecnologia, rapidamente percebido por lideranças e executivos, levou a hype decorrente de verdadeiro movimento reflexo — a tal da knee jerk reaction.  Nesse contexto, e sem exagero, machine e deep learning já são considerados descobertas históricas da humanidade.

Mas à medida que os meses foram passando, tanto as reais capacidades quanto as limitações da IAGen foram ficando mais claras. A empolgação e a apreensão para “não perder o mais novo e promissor bonde tecnológico” foram sendo substituídas gradualmente pela percepção da necessidade de uma freada estratégica. A constatação quanto à necessidade de investimentos relevantes, os imperativos quanto a treinamento, a dificuldade na escolha dos casos de uso mais adequados ou rentáveis, as limitações e erros inerentes aos LLMs e a necessidade de adequação a requisitos éticos e jurídicos, levaram técnicos e executivos a ajustarem suas estratégias. Aos poucos, a IAGen foi se mostrando tão exigente quanto promissora.  Igualmente se mostrou mais efetiva no longo prazo do que de imediato.

Este é um conteúdo exclusivo para assinantes.

Cadastre-se grátis para ler agora
e acesse 5 conteúdos por mês.

É assinante ou já tem senha? Faça login. Já recebe a newsletter? Ative seu acesso.

A governança de agentes precisa virar infraestrutura

Inteligência Artificial

A governança de agentes precisa virar infraestrutura

Políticas e comitês não bastam quando a autoridade pode expirar no tempo e se ampliar pelo caminho. As empresas terão de construir uma camada capaz de identificar, limitar, revalidar e revogar o poder de cada agente antes que a ação a...

A IA ganha autoridade pelo caminho. Uma camada de infraestrutura corre para impedir

Inteligência Artificial

A IA ganha autoridade pelo caminho. Uma camada de infraestrutura corre...

Reguladores, coalizões, protocolos da IETF e produtos tentam evitar que a capacidade de um agente vire autoridade só porque ele encontrou um caminho técnico até a ação.

A governança de IA ganha uma nova fronteira: a execução

Inteligência Artificial

A governança de IA ganha uma nova fronteira: a execução

Quando agentes passam a agir sozinhos, é preciso decidir, no ponto de execução, se a ação ainda está dentro da autoridade que foi concedida.

Energia, velocidade e seguro: os novos gargalos que ameaçam o boom de data centers de IA

Inteligência Artificial

Energia, velocidade e seguro: os novos gargalos que ameaçam o boom de...

Cinco relatórios mostram um setor com capital abundante, mas cada vez mais limitado por energia, mão de obra, velocidade de conexão entre chips e risco climático

A nova escassez da IA é biológica

Inteligência Artificial

A nova escassez da IA é biológica

Analistas apontam a capacidade humana de auditar e controlar máquinas como a restrição central da Economia dos Agentes.

Agtechs: enquanto o agro adota IA, o capital de risco no setor cai 33%

Inteligência Artificial

Agtechs: enquanto o agro adota IA, o capital de risco no setor cai 33%

Pesquisa com 217 fazendeiros da CNH e levantamento da PitchBook mostram dois lados do mesmo momento: tecnologia de precisão virou rotina na fazenda, enquanto o venture capital em agtech recua e migra para IA que já entrega ROI comprovado