s
O CEO do Get Ninjas Eduardo L'Hottelier Crédito: Divulgação
ENTREVISTA

Um futuro promissor para o trabalho

Desde que fundou a Get Ninjas em 2011, Eduardo L'Hottelier abriu um novo caminho para 1,7 milhão de profissionais autônomos que passaram a ter acesso a uma plataforma digital que une clientes a serviços

Por João Ortega 11/09/2020

Não é exagero algum afirmar que Eduardo L’Hotellier é um otimista para o futuro do trabalho. E por que seria diferente? O GetNinjas, startup que fundou e lidera desde 2011, abriu um novo caminho para 1,7 milhão de profissionais autônomos acessarem um universo de clientes que estava fora do alcance deles antes do surgimento das plataformas digitais. “É uma união de tecnologia e propósito”, destaca o empreendedor.

Só no ano passado, os serviços contratados por meio do aplicativo movimentaram R$ 1,2 bilhão em três mil cidades brasileiras. O GetNinjas se posiciona como uma plataforma “horizontal e monogâmica”, ou seja, cobre todas as categorias de profissionais autônomos –  de professor particular a animador de festa infantil –  e foca na fidelidade entre o cliente e o contratado. “É diferente dos apps de transporte e delivery, em que cada transação é com um profissional diferente”, explica.

Apesar das diferenças, todas as plataformas digitais de serviços estão inseridas no contexto maior da gig economy. “Teremos uma sociedade em que as pessoas controlam melhor seus horários, têm acesso a mais fontes de renda e haverá maior comodidade para o cliente”, antevê Eduardo. “Por conta das novas tecnologias, o futuro do trabalho será muito mais meritocrático”, afirma.

Este é um conteúdo exclusivo para assinantes.

Cadastre-se grátis para ler agora
e acesse 5 conteúdos por mês.

É assinante ou já tem senha? Faça login. Já recebe a newsletter? Ative seu acesso.

Deep techs: Brasil tem a melhor ciência da América Latina, mas não consegue escalar

Inovação

Deep techs: Brasil tem a melhor ciência da América Latina, mas não...

O Global Innovation Index 2026, da WIPO, mostra que o Brasil inova acima do esperado para sua renda e tem a base científica mais profunda da região

“A IA não é o problema. O grande desafio é o fator cultural”

Inteligência Artificial

“A IA não é o problema. O grande desafio é o fator cultural”

Para Walter Hildebrandi Filho, CTO Latam da Zendesk, as empresas brasileiras têm fome de IA. Mas o avanço depende de arrumar a casa, integrar sistemas, medir resolução em vez de velocidade e ganhar a confiança de empresas e consumidore...

Figma: o software

Entrevista

Figma: o software "que as pessoas querem pagar"

Figma mostra como a comunidade de usuários se transforma em vantagem competitiva, motor de crescimento e bússola de produto. Deb Mioranzza, head da empresa na América Latina, explica por que a IA não dilui essa força

Space tech vira aposta bilionária: por que o capital migrou para o espaço

Inovação

Space tech vira aposta bilionária: por que o capital migrou para o es...

Com IPO histórico da SpaceX, rodadas bilionárias e uma economia lunar em formação, o setor espacial deixou de ser aposta especulativa para virar mercado industrial de escala — e o capital já percebeu isso

Dez vezes mais ideias, o mesmo filtro

Inteligência Artificial

Dez vezes mais ideias, o mesmo filtro

O avanço tecnológico depende menos da capacidade de produzir hipóteses do que da capacidade de descartá-las. É o que separa as empresas em que a IA acelera a inovação daquelas em que ela apenas acelera o erro.

Carreira +100: crescer, envelhecer e aprender sempre

Inovação

Carreira +100: crescer, envelhecer e aprender sempre

Com a perspectiva de uma vida produtiva muito além dos 60 anos, podemos investir em uma carreira por 30 anos e depois inventar outra. A longevidade, combinada com aprendizado contínuo, é fonte de crescimento, segundo pesquisas