A vida não está fácil para as startups de impacto - empresas cuja finalidade é endereçar um ou mais Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU em seus negócios. Após o recorde de captação em 2021, de US$ 89 bilhões, as startups de impacto caminham para fechar o ano com investimentos de capital de risco de US$ 37 bilhões, como aponta o relatório “State of Impact 2024”, da Dealroom. Isso representa 28% de queda sobre 2023, e 60% menos que o ano de 2021.
A maior fatia de capital para impacto continua sendo direcionada para climate techs, startups que atuam com tecnologias climáticas, mas esse segmento experimentou uma queda de 30% nos investimentos vindos de venture capital em 2024, que preferiu abrir suas carteiras para startups de IA, como aponta pesquisa da Bloomberg NEF. O software corporativo (que inclui IA), setor mais procurado pelos VCs, deve crescer 28%, e a robótica está a caminho de crescer 133%.
O tombo, no entanto, vem sendo amenizado pela captação de recursos em outras fontes: private equity, financiamento governamental de projetos, e dívida, estão preenchendo essa lacuna. Em 2024, essas fontes alternativas totalizaram até agora US$ 54 bilhões, mais que o dobro dos níveis pré-pandemia. No final do ano, segundo a Dealroom, a soma do dinheiro de VCs e das fontes alternativas deve elevar o total captado no setor para US$ 98,7 bilhões, o que representa uma queda de 13% sobre 2023. (gráfico abaixo).
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