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Com novas leis nos EUA e na Europa, e a entrada de gigantes como PayPal e Stripe, o futuro das stablecoins promete mais adoção e desafios (Crédito: Freepik)
ECONOMIA DIGITAL

Stablecoins lideram disputa por um novo sistema financeiro

O crescimento acelerado das stablecoins atrai grandes bancos e fintechs, enquanto regulações nos EUA e Europa prometem transformar o mercado

O mercado de stablecoins alcançou US$ 220 bilhões em oferta circulante no primeiro trimestre, um crescimento expressivo puxado pela busca por eficiência nos pagamentos e pelo avanço da regulamentação. De acordo com relatório do Pitchbook, o USDT da Tether detém cerca de 65% e o USDC da Circle outros 25%. A expectativa é que essa participação combinada de 90% vai perder força com a entrada de mais emissores, incluindo o PayPal, grandes bancos e até gestores de ativos.

O crescimento acelerado de stablecoins ficou evidente para o mercado:

  • Em 2024, o volume de transações com stablecoins ultrapassou US$ 5,6 trilhões, aproximando-se dos volumes movimentados por grandes redes de cartões de crédito.
  • A oferta global de stablecoins atingiu US$ 210 bilhões, com o USDT detendo US$ 142 bilhões e o USDC US$ 57 bilhões.
  • O volume de transações com stablecoins foi de US$ 710 bilhões no último mês, um aumento de quase 36% em relação ao mesmo período do ano anterior.
  • O número de endereços únicos de stablecoins cresceu 50%, atingindo 35 milhões de usuários.

Grandes empresas, como SpaceX (de Elon Musk) e ScaleAI, já utilizam stablecoins para movimentar dinheiro globalmente e pagar fornecedores e trabalhadores internacionais. O relatório do PitchBook destaca que a plataforma de pagamentos Stripe integrou USDC para viabilizar pagamentos transfronteiriços em mais de 69 países. O Bank of America já insinuou que pretende lançar sua stablecoin. Empresas como Klarna, que antes resistiam ao mercado cripto, agora estão começando a adotar stablecoins.

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