Dois relatórios recentes, um da KPMG, outro da BioPharmaTrend, se debruçam sobre o papel crescente da Inteligência Artificial na indústria farmacêutica, desde o P&D até a comercialização de novos medicamentos. Mesmo uma pequena melhoria na velocidade e eficiência de drogas criadas com a ajuda a IA já justificaria os US$ 50 bilhões que o Morgan Stanley calcula que a indústria investirá no emprego da IA para P&D em uma década.
Há um mercado gigantesco em início de exploração. Primeiro pelas empresas de biotecnologia e, desde o ano passado, também pela Big Pharma. O relatório da BioPharmaTrend fala em mais de 450 empresas de ciências biológicas nas categorias "startups" e "scaleups" usando ativamente o aprendizado de máquina e recursos preditivos e generativos baseados em aprendizado profundo para aumentar suas estratégias de pesquisa.
Essas biotechs são apontadas hoje como solução para crise da indústria farmacêutica. Um abismo de patentes se aproxima. Até 2030, a propriedade intelectual de medicamentos importantes e geradores de receita cessará, fazendo evaporar cerca de US$ 200 bilhões em receita anual das Big Pharma, a partir do momento que qualquer um possa fabricá-los.
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