s
TENDÊNCIAS

Prioridades das lideranças executivas em 2024

Lemos seis relatórios de previsões para identificar os desafios de liderança para o próximo ano. Confira as convergências e destaques, começando pela urgência dos CEOs na aplicação da IA

A mensagem das principais consultorias para 2024 é simples: não espere. E tem a ver com o ponto em comum das previsões que já começam a ser publicadas: a urgência dos CEOs em abraçar a Inteligência Artificial e, principalmente, capturar valor da IA Generativa. 2023 entrará para a história como o primeiro ano com a IA Generativa no centro de todas as decisões estratégicas. Vejamos:

  • A IA será a tecnologia mais importante em 2024 – utilizada de diversas formas, em toda a economia global, afirma o "The Impact of Technology in 2024 and Beyond: an IEEE Global Study”. Quando questionados sobre quais áreas da tecnologia serão mais importantes, 65% dos entrevistados escolheram IA preditiva e IA Generativa. “Novos casos de uso de IA generativa e sua integração na arquitetura geral podem se tornar sérios desafios”, disse Raul Colcher, membro sênior do IEEE Life. “Bons analistas de negócios e integradores de sistemas serão essenciais.”
  • O investimento em IA é prioritário, mas a maioria teme problemas éticos com a falta de regulação sobre o uso da tecnologia, segundo o “CEO Outlook 2023″, da KPMG.
  • As empresas que mais necessitam de ganhos com a IA — aquelas que preveem um crescimento decrescente das receitas em 2024 em comparação com o ano anterior — são as que estão mais atrasadas na adoção da IA e são menos propensas a aumentar o investimento, segundo o “CEO Outlook Pulse”, da EY.
  • O hype inicial da IA Generativa está diminuindo. Uma fase mais prática está começando. Quem ainda não começou a se mover, já está atrasado, afirma o relatório “Predictions 2024”, da Forrester.
  • À medida que a disrupção se torna uma constante, fica claro que é uma necessidade adotar a resiliência para enfrentar melhor as crises e aproveitar as oportunidades que elas trazem para obter uma vantagem competitiva. A quantidade de empresas que aumentará a sua resiliência através do investimento em automação aumentará nos próximos três anos, afirma o relatório “Resiliency in the making”, da Accenture.
  • Até 2027, as ferramentas GenAI serão utilizadas para explicar aplicações empresariais legadas e criar substitutos apropriados, reduzindo os custos de modernização em 70%, projeta o Gartner em suas previsões para organizações e usuários de TI.

IA Generativa à parte, a percentagem de entrevistados que disseram ter introduzido ou planejam introduzir ferramentas que utilizam processamento de linguagem natural no próximo ano aumentou de 67% em 2023 para 70% em 2024, segundo a pesquisa do IEEE. Entre os principais usos da IA no próximo ano estará a segurança cibernética em tempo real, o aumento da eficiência da cadeia de abastecimento, o auxílio e a aceleração do desenvolvimento de software, a automatização do atendimento ao cliente e a aceleração da triagem de candidatos a empregos.

Os relatórios também são unânimes em afirmar que as empresas precisam compreender a dinâmica do seu negócio e antecipar mudanças futuras, incluindo a sua posição competitiva nos seus mercados-alvo. Devem ajustar-se habilmente, integrando considerações econômicas, projeções de demanda e estratégias dinâmicas de preços para aliviar estes desafios.

Este é um conteúdo exclusivo para assinantes.

Cadastre-se grátis para ler agora
e acesse 5 conteúdos por mês.

É assinante ou já tem senha? Faça login. Já recebe a newsletter? Ative seu acesso.

Apple e Google: o acordo que redesenha a IA de consumo

Inteligência Artificial

Apple e Google: o acordo que redesenha a IA de consumo

Mais do que acelerar a Siri, a parceria reorganiza poder quando a IA deixa de ser recurso e vira infraestrutura.

Futuro do trabalho: IA redistribui o valor da produtividade individual para coletiva

Tendências

Futuro do trabalho: IA redistribui o valor da produtividade individual...

Da economia do desalinhamento de habilidades à produtividade coletiva e ao Human Performance Reset, os dados mostram como a Inteligência Artificial está mudando o que realmente importa no trabalho

Quando vender virou uma questão de “vibe”

Inteligência Artificial

Quando vender virou uma questão de “vibe”

Ou como a Vibe Selling saiu do discurso motivacional e começou a se transformar em infraestrutura de IA para vendas

Por que a IA ainda não gera inovação nas empresas e como a experimentação estruturada muda esse jogo

Inovação

Por que a IA ainda não gera inovação nas empresas e como a experime...

Estudo global da Mastercard e Forrester mostra que, sem experimentação estruturada, a IA amplia riscos, trava decisões e não se traduz em vantagem competitiva

Quatro futuros possíveis para o trabalho na era da IA até 2030

Tendências

Quatro futuros possíveis para o trabalho na era da IA até 2030

Estudo do Fórum Econômico Mundial mostra como a combinação entre avanço da IA e preparo da força de trabalho pode levar à prosperidade ou à frustração econômica

IA, experiência e consumo em mutação: as apostas da NRF para o varejo em 2026

Tendências

IA, experiência e consumo em mutação: as apostas da NRF para o vare...

Da IA como infraestrutura ao impacto de novos hábitos de consumo, a NRF mostra por que 2026 será o ano do reset estratégico no varejo global