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Ricardo Leite Country manager da BlaBlaCar no Brasil
ENTREVISTA

O roadmap da BlaBlaCar

Falar do sucesso de um aplicativo de mobilidade baseado em caronas, em tempos pandêmicos nos quais o distanciamento social é regra, pode parecer uma temeridade. Exceto quando se trata do unicórnio francês BlaBlaCar

Por Silvia Bassi 29/05/2020

Falar do sucesso de um aplicativo de mobilidade baseado em caronas, em tempos pandêmicos nos quais o distanciamento social é regra, pode parecer uma temeridade. Exceto quando se trata do unicórnio francês BlaBlaCar, a maior plataforma global de caronas de longa distância do mundo, com 89 milhões de usuários, atendendo 22 países, inclusive o Brasil.

Com dinheiro em caixa para encarar a pandemia, a startup criada em 2006 por Frédéric Mazzella, teve seu valor de mercado elevado para US$ 1,82 bilhão por conta de um novo investimento do grupo de venture capital Vostok New Ventures em fevereiro, e pelo salto de 71% na sua receita em 2019. Resultado de um movimento calculado desde 2018, quando começou a costurar seus planos de tornar-se uma plataforma multimodal de transporte terrestre acoplando venda de passagens de ônibus à sua rede de caronas via carro.

"Nós temos cinco valores internos e um deles é seja frugal e vá longe", explica o country manager da BlaBlaCar no Brasil, Ricardo Leite, que está há cinco anos tocando a operação no país. Na entrevista à The Shift, Ricardo explicou as medidas de segurança que o app adotou para continuar oferecendo viagens para quem não podia ficar sem viajar mesmo na pandemia. O lado econômico da plataforma impacta condutor e caronas. "O motorista economiza até 75% dos custos da viagem, e o passageiro gasta entre 30% a 50% menos que uma passagem de ônibus", diz Ricardo.

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