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Ao aplicarem tecnologia ao direito as legaltechs dão mais celeridade, acurácia e transparência aos processos, impactando juristas e a sociedade Crédito: Pixabay
INOVAÇÃO

Lawtechs e legaltechs: a mudança da Justiça brasileira

Com tecnologia, as startups jurídicas ajudam a criar uma Justiça mais eficaz, transparente e acessível

Para alguns, resolver uma questão na Justiça brasileira é sinônimo de dor de cabeça. Outros nem têm acesso à Justiça. O remédio para esse problema vem das Lawtechs e Legaltechs, as startups jurídicas. Ao aplicarem tecnologia ao direito essas empresas dão mais celeridade, acurácia e transparência aos processos, impactando juristas e a sociedade. Mercado não falta no país dada a complexidade do sistema jurídico nacional: são dados fragmentados em diversos foros e não há padronização nas peças. Como grandes problemas geram boas soluções, o Diretor executivo da Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs (AB2L), Daniel Marques, acredita que “se existe um lugar no mundo para surgir mais um unicórnio jurídico é o Brasil”. Por enquanto, ainda estamos destravando esse ecossistema.

“Ao mesmo tempo que os escritórios estão adotando mais tecnologia, ainda existe um espaço muito grande de crescimento. As tarefas burocráticas podem ser automatizadas para que os advogados possam focar mais no cliente. Às vezes, o escritório fica perdendo tempo em tarefas muito burocráticas em que a tecnologia pode ajudar e muito”, afirma Marques.

As Legaltechs são minoria no ecossistema de inovação brasileiro. De acordo com o StartupBase, da Associação Brasileira de Startups (ABStartups), apenas 1,03% das 13.708 startups nacionais atuam no segmento de direito. Já a AB2L mapeou mais de 200 empresas do tipo, no qual a maioria é de gestão de escritórios e departamentos jurídicos. A entidade do setor divide o segmento nas seguintes categorias:

  • Analytics e Jurimetria: plataformas de análise e compilação de dados e jurimetria.
  • Automação e Gestão de Documentos: softwares de automação de documentos jurídicos e gestão do ciclo de vida de contratos e processos.
  • Compliance: empresas que oferecem o conjunto de disciplinas para fazer cumprir as normas legais e políticas estabelecidas para as atividades da instituição.
  • Conteúdo Jurídico, Educação e Consultoria: portais de informação, legislação, notícias e demais empresas de consultoria com serviços desde segurança de informação a assessoria tributária.
  • Extração e monitoramento de dados públicos: monitoramento e gestão de informações públicas como publicações, andamentos processuais, legislação e documentos cartorários.
  • Gestão de escritórios e departamentos jurídicos: soluções de gestão de informações para escritórios e departamentos jurídicos.
  • IA – Setor Público: soluções de Inteligência Artificial para tribunais e poder público.
  • Redes de profissionais: redes de conexão entre profissionais do direito, que permitem a pessoas e empresas encontrarem advogados em todo o Brasil.
  • Regtech: soluções tecnológicas para resolver problemas gerados pelas exigências de regulamentação.
  • Resolução de conflitos online: empresas dedicadas à resolução online de conflitos por formas alternativas ao processo judicial como mediação, arbitragem e negociação de acordos.
  • Taxtech: plataformas que oferecem tecnologias e soluções para todos os seus desafios tributários.
  • Civic Tech: tecnologia para melhorar o relacionamento entre pessoas e instituições, dando mais voz para participar das decisões ou melhorar a prestação de serviços.
  • Real Estate Tech: aplicação da tecnologia da informação através de plataformas voltadas ao mercado imobiliário e cartorário.

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