A Itália proibiu temporariamente o ChatGPT na semana passada, alegando que ele viola o GDPR. Os problemas alegados? A OpenAI não tem controles de idade para impedir que menores de 13 anos usem o sistema; ele pode fornecer informações imprecisas sobre pessoas; essas pessoas não foram informadas de que seus dados foram coletados; e, talvez o mais importante dos argumentos, “não há base legal” para a coleta de informações pessoais nas coleções de dados usadas para treiná-lo.
A OpenAI concordou imediatamente com a proibição, dizendo que trabalharia com os reguladores italianos para “educá-los” sobre como o software de IA da OpenAI é treinado e opera. “É claro que cedemos ao governo italiano e paramos de oferecer o ChatGPT na Itália (embora pensemos que estamos seguindo todas as leis de privacidade)”, twittou seu CEO, Sam Altman. A política de privacidade da OpenAI não menciona diretamente suas razões legais para usar informações pessoais em dados de treinamento, mas diz que se baseia em “legítimo interesse” quando “desenvolve” seus serviços.
Ato contínuo, o órgão regulador de proteção de dados do Reino Unido seguiu a proibição da Itália, com um aviso de que as empresas também poderiam entrar em conflito com leis específicas da Grã-Bretanha se não cuidarem da forma como desenvolveram e usaram IA Generativa. E emitiu um checklist para ajudá-las a garantir a conformidade. Agora, o Escritório da Comissão de Privacidade do Canadá anunciou uma investigação sobre a Open AI, em resposta a uma queixa de privacidade contra o ChatGPT.
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