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INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

A IA e a revolução das competências

Especialistas se debruçam sobre duas perguntas fundamentais para os próximos anos: quando (e quanto) a IA multiplica a inteligência humana, e quais competências precisamos adquirir para a interação valer a pena

Para aproveitar os benefícios da IA as empresas precisarão de pessoas com habilidades em ciência de dados e processamento de linguagem natural, cuja demanda, hoje, ultrapassa a ofertaA IA Generativa também já começa a estimular a contratação de pessoas capazes de utilizá-la para apoiar o seu trabalhoa fim de aumentar a produtividade e a criatividade.

Grupos consideráveis da força de trabalho global, por sua vez, estão ansiosos para aprender novas habilidades e adotar a Inteligência Artificial, segundo a pesquisa Global Workforce Hopes and Fears Survey 2023, da PwC. O desejo desses trabalhadores é o de que a IA os ajude a realizar seu trabalho com mais eficiência e, também, proporcione salários melhoresA maioria é bastante otimista, citando os impactos positivos da IA com mais frequência do que os negativos (gráfico abaixo). E delegaria o máximo de trabalho à IA, visando reduzir suas cargas de trabalho, revela estudo da Microsoft.

Diante dessas duas realidades, fica claro que a relação entre IA e emprego é multifacetada, e passa claramente por saber se e quando o processo de combinar IA com capacidades humanas vale o esforço. “Muita coisa precisa dar certo para que uma interação humano-IA valha a pena”, explica John J. Horton, professor associado do MIT Sloan. A chave é descobrir quando a IA resulta na multiplicação das capacidades humanas.

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