Em IA, percepção não é prova. E quanto mais rápido a tecnologia muda, menos vale dizer que algo funciona sem mostrar número, período e limite.
E as bruxas, dessa vez, escrevem com IA.
O pacote de R$ 2,5 bilhões para IA, anunciado pelo presidente Lula, é também uma notícia de política externa. A escolha dos fornecedores e dos parceiros diz algo sobre o alinhamento do país.
Enquanto fornecedores disputam a agenda de quem assina, uma pessoa fora do radar pode estar fazendo os testes que vão definir a decisão.
Com o acordo que o TSE assinou recentemente com a ElevenLabs, hyperscaler especializada em IA para voz, a Justiça Eleitoral quer agir quando um áudio falso ainda está sendo gerado.
Quanto mais experiente o profissional, mais forte o reflexo de defender a régua que o fez sênior. Todo escritório grande tem gente boa. A vantagem está em quem enxerga a mudança antes de ser atropelado por ela.
Para potências médias e empresas, isso significa escolher quais renúncias são aceitáveis.
Dependência tecnológica virou risco geopolítico — e planos de contingência podem apenas mudar esse risco de endereço.
Um teste de mesa com erros plantados de propósito revelou o defeito mais perigoso dos agentes: eles preferem concordar a checar.
Na era dos agentes autônomos, a vantagem competitiva migra da automação para a qualidade das decisões humanas.
Enquanto a tecnologia avança rapidamente, o verdadeiro gargalo continua sendo a disposição das lideranças para mudar a forma de decidir, experimentar e assumir riscos.
Fintechs apostam em IA para tornar as decisões financeiras invisíveis ao usuário. O risco é transformar conveniência em dependência.
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