Conversei esses dias com um diretor de dados de uma grande fintech. No meio do papo, uma informação me chamou a atenção. Alguém do time tinha colocado um agente de IA rodando 24 horas para mandar um aviso de manhã com um indicador pronto.
Ele cortou na hora: “Não vou gastar token para fazer uma ação de SQL.”
Fiquei pensando naquilo depois do papo. Não porque a frase seja genial, mas porque o cenário em que ela faz sentido é completamente novo.
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A Inteligência Artificial não transforma bagunça em eficiência, mas processa a bagunça mais rápido, cobra por token e deixa a dívida técnica mais difícil de ignorar.
A Inteligência Artificial amplifica nos dois sentidos. Pode acelerar o aprendizado ou apenas dar mais confiança para uma decisão que já estava tomada. O método decide o lado.
Antes de concluir que a IA custa caro demais, vale separar o que é investimento no caso de uso, o que é infraestrutura para o futuro e o que é uma dívida tecnológica que a empresa já carregava.
Sem dono e sem orçamento, a IA fica presa no piloto. E a engrenagem que trava a escala é invisível para quem está dentro dela.
O Brasil se acostumou a se enxergar como atrasado. Em serviços financeiros, porém, já virou referência para quem tenta avançar.
Você sabe qual é o que está rodando na sua operação agora? Ou está torcendo para que nada aconteça?
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