A história humana pode ser vista como uma série de tentativas de forjar um consenso ético. Em nosso mundo contemporâneo, os avanços da IA nos colocam novamente diante dessa necessidade. O futuro depende da nossa capacidade de alinhar o progresso tecnológico com a maturidade ética necessária para manejá-lo, alertam pesquisadores como Stuart Russell, professor de Ciência da Computação em Berkeley. Em seus livros e palestras, Russell costuma enfatizar a importância de garantirmos que os sistemas de IA permaneçam sob controle humano e sejam projetados para servir aos interesses humanos.
Na sua opinião, um caminho para isso é fazer com que o principal objetivo dos sistemas de IA seja a realização dos valores humanos, aprendidos por meio da observação e da interação com os humanos. “A IA deve aprender estudando todos os seres humanos, não apenas aqueles que possuem ou operam a IA”, orienta Russell. “Só uma abordagem ampla de aprendizado fará com que a IA compreenda a vasta gama de valores e preferências humanas e aprenda continuamente sobre o que é considerado benéfico ou prejudicial ao ser exposta às escolhas humanas”. Por fim, Russell advoga que, em vez de agir com base em suposições, os sistemas de IA devem pedir permissão antes de realizar ações que possam afetar os valores ou as preferências de seres humanos.
Se construirmos sistemas de IA que estejam buscando objetivos, e esses objetivos não estiverem perfeitamente alinhados com o que os humanos querem, então os humanos não conseguirão o que querem, e as máquinas conseguirão.
Este é um conteúdo exclusivo para assinantes.
Cadastre-se grátis para ler agora
e acesse 5 conteúdos por mês.
É assinante ou já tem senha? Faça login. Já recebe a newsletter? Ative seu acesso.
Um estudo doa ISC2 com 856 profissionais mostra que a IA já corta tarefas de entrada em segurança digital, mas também amplia o tempo dedicado à validação humana, ao estresse no trabalho e à criação de novas funções na área
Relatórios da McKinsey e do BCG mostram que agentes de IA já decidem por clientes em tempo real e por que empresas precisam trocar jornadas fixas por decisões orquestradas em cada canal
Antes que exista um padrão neutro, grandes laboratórios começam a disputar as métricas que orientarão decisões de compra, investimentos e governança da IA.
Levantamento da KPMG com 1.013 líderes financeiros em 20 países mostra que governança e prontidão para auditoria, não o volume de investimento — separam quem lucra com IA de quem só experimenta
Pesquisa da JLL com mais de 2.200 executivos em 21 países revela que a lacuna de competências ultrapassou as restrições de orçamento como principal barreira à transformação por IA
Pesquisa global com 536 profissionais e 57 líderes de segurança revela adoção recorde de IA, mais falhas reportadas em detecção de ameaças e uma lacuna crescente entre governança declarada e governança praticada
Aproveite nossas promoções de renovação
Clique aquiPara continuar navegando como visitante, vá por aqui.
Cadastre-se grátis, leia até 5 conteúdos por mês,
e receba nossa newsletter diária.
Já recebe a newsletter? Ative seu acesso
