Primeiro foram os fones de ouvido com possibilidade de agir como aparelhos auditivos de nível clínico. Agora, a Apple está testando um dispositivo para pessoas com pré-diabetes. O que faz uma Big Tech trilionária cutucar um outro mercado do qual não faz parte? O potencial de crescimento do setor de healthtechs, que deve deve atingir US$ 171,9 bilhões até o final do ano, com projeção de atingir US$ 258,3 bilhões até 2029, segundo a McKinsey.
A Apple, assim como a Microsoft e outras Big Techs que estão testando as águas do segmento de saúde digital entendem que para saírem vitoriosas, precisam ser resilientes – uma característica que se destaca no relatório “State of Health Tech 2024”, da Bessemer Venture Partners. O levantamento revela um setor dinâmico e resiliente, puxado pela inovação tecnológica que, apesar dos desafios relacionados a financiamento, conta com a promessa de novos IPOs.
O setor de health tech passou por um período de correção nos últimos anos e teve de se adaptar primeiro ao impacto da Covid-19, depois à chegada da Inteligência Artificial (IA), que está reformulando processos, operações e negócios inteiros. O que o estudo da Bessemer destaca é que no ano passado, um novo grupo de empresas surgiu e está prosperando em meio a tantas mudanças. A Rock Health estima que 38% dos novos investimentos em saúde estão sendo direcionados para tecnologias habilitadas por IA. É um compromisso claro de que a IA e o Aprendizado de Máquina vão guiar o crescimento do setor.
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