s
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Em busca da IA prática

A indústria de IA trabalha em modelos cada vez maiores, mas enfrenta questões sobre custos, eficiência e propósito. Para que continuar criando modelos gigantescos? Não seria o caso mudar o foco para modelos menores e mais úteis?

Para onde a fixação da indústria de IA em modelos cada vez maiores nos levará? O que realmente pretendemos alcançar ao injetar trilhões de dólares em IA, particularmente grandes modelos de linguagens (LLMs) e modelos de fundação multimodais? Estamos perseguindo cegamente modelos maiores e mais dados, mesmo quando a própria internet pode não fornecer matéria-prima suficiente para uma expansão significativa? Quão mais capazes serão o GPT-5 ou 6? Poderão ser melhores em responder perguntas? O que estamos construindo no final do dia? Até o próprio Sam Altman, em uma entrevista recente, revelou que quando começou a OpenAI, acreditava que a IA assumiria o trabalho pesado. Mas o que realmente estamos automatizando?

Os players maiores estão abordando necessidades genuínas ou estão presos em um loop de criação de sistemas cada vez mais complexos sem um propósito claro? À medida que a corrida armamentista da IA se intensifica, o mesmo acontece com o debate sobre despesas de capital. David Cahn, da Sequoia, argumentou recentemente que o debate atual não é apenas sobre se o CapEx da IA é muito alto, mas se a velocidade e a necessidade de construção da infraestrutura são justificadas.

A competição entre os principais provedores de nuvem, como Microsoft, Amazon e Google, está levando a uma rápida expansão, mas a que custo? Os players menores estão sendo espremidos, e os investimentos de hoje podem se tornar obsoletos se o progresso da IA ultrapassar a infraestrutura física que está sendo construída, alertam os analistas. The Information relata que duas empresas estão planejando data centers de IA de US$ 125 bilhões. Elon Musk anunciou que a xAI construiu um cluster de 100 mil unidades de processamento gráfico H100 — supostamente para ser dobrado em meses a um custo entre US$ 10 bilhões e US$ 15 bilhões. Isso supera o cluster de treinamento do GPT-4 em 30 vezes!!!

Este é um conteúdo exclusivo para assinantes.

Cadastre-se grátis para ler agora
e acesse 5 conteúdos por mês.

É assinante ou já tem senha? Faça login. Já recebe a newsletter? Ative seu acesso.

O que o balanço da IA não mostra

Inteligência Artificial

O que o balanço da IA não mostra

Quando os projetos fracassam, os custos somem. Quando os funcionários ficam de fora, ninguém conta. A indústria celebra uma transformação que seus próprios dados contradizem.

Sam Altman quer regular a IA. A pergunta é: podemos confiar nele?

Inteligência Artificial

Sam Altman quer regular a IA. A pergunta é: podemos confiar nele?

A empresa posicionada para capturar os maiores lucros da IA propõe como ela deve ser tributada, regulada e distribuída — e pede ao governo que faça o que ela própria não se compromete a fazer.

Limites cognitivos e a vida emocional oculta dos LLMs

Inteligência Artificial

Limites cognitivos e a vida emocional oculta dos LLMs

Pesquisa de interpretabilidade da Anthropic identifica 171 representações internas de emoção no Claude Sonnet 4.5. Elas são causais e o modelo já desenvolveu mecanismos para ocultá-las.

A órbita como infraestrutura

Inteligência Artificial

A órbita como infraestrutura

SpaceX, Google e Nvidia convergem para a mesma aposta: computação de IA no espaço. Os dados técnicos mostram onde estão os gargalos — e onde está o dinheiro.

A IA já constrói um modelo de quem somos, mas não podemos auditá-lo

Inteligência Artificial

A IA já constrói um modelo de quem somos, mas não podemos auditá-l...

Memória persistente transforma sistemas de IA em infraestruturas de identidade, sem mecanismos claros de explicação, correção ou limites de uso.

O radar da deep tech: 25 tecnologias que podem transformar o mundo

Inteligência Artificial

O radar da deep tech: 25 tecnologias que podem transformar o mundo

Novo relatório do EIC mapeia avanços em IA, materiais avançados, computação quântica e biotecnologia que começam a ganhar escala na corrida global pela inovação