Desde 2014, os brasileiros já gastaram cerca de 60 milhões de reais com a importação de medicamentos derivados da cannabis para o Brasil, segundo o advogado Claudio de Oliveira Mattos e a advogada Leticia Barhum Hailer, especializados em direito ligado a ciências da vida. O CFM (Conselho Federal de Medicina) autoriza médicos a prescrever derivados da cannabis para uso medicinal, e a Anvisa libera a importação caso a caso.
No ano passado, 911 médicos brasileiros prescreveram a cannabis medicinal, e 6 mil pacientes estão legalmente autorizados a importar e usar medicamentos feitos a partir dos extratos da planta, os famosos canabinoides, para tratar de doenças crônicas como dor e inflamação, controlar convulsões epilépticas devastadoras, minimizar os efeitos de tratamentos quimioterápicos e até melhorar a qualidade de vida de pacientes com Alzheimer.
"Todo brasileiro tem direito a se tratar com cannabis medicinal e talvez ele não saiba disso. Se ele quiser exercer esse direito a gente ajuda", diz a brasileira Viviane Sedola, empreendedora que no ano passado criou um marketplace "disruptor", o Dr. Cannabis, com o propósito de conectar médicos, pacientes e empresas importadoras e facilitar o acesso ajudando nos processos burocráticos e tirando as dúvidas dos dois lados da equação: médicos e pacientes.
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