Os benefícios da integração da segurança em todo o ciclo de desenvolvimento de software, como a identificação precoce de vulnerabilidades no código, já são bastante conhecidos. Agora é hora de inserir nesse processo também a preocupação com a proteção dos dados pessoais.
Daqui para a frente, o delicado equilíbrio entre privacidade e segurança deverá estar na vanguarda do desenvolvimento. Preocupações sobre onde os dados são coletados, por quanto tempo são armazenados e se serão usados para qualquer outro propósito além daquele informado para os usuários, deverão estar presentes desde o início do ciclo de desenvolvimento.
O foco, portanto, deve ser proteger os dados. Um serviço bem codificado deve ser capaz de separar diferentes fluxos de dados, identificar aqueles afetados pela legislação, alinhar projetos de arquitetura com requisitos de dados, reduzir ataques de superfície com técnicas de minimização e anonimato de dados e implementar serviços externos para validar o alinhamento da LGPD com provedores de nuvem, segundo Sebastián Arriada, diretor de tecnologia do estúdio de segurança cibernética da Globant. Inclui também investir na criptografia de dados por padrão, em repouso e em trânsito.
O risco de que os dados pessoais possam ser interceptados ou comprometidos em cada etapa da arquitetura do aplicativo requer ainda a aplicação de requisitos de segurança que correspondam ao risco esperado. O Application Security Verification Standard é uma lista de requisitos ou testes que podem ser usados para definir o que é um aplicativo seguro.
Se você ainda não considerou ou não levou em consideração a LGPD no seu processo de DesSecOps, está perdendo uma parte importante. Como a segurança de dados é considerada mais do que uma estratégia apenas, esse é o momento certo para pensar nessa direção.
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