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ENTREVISTA

IA é agora. Não espere para começar

Ana Carla Martins, da Iron Mountain Brasil, fala sobre dados, legado, letramento digital e por que esperar pode ser o maior risco

Transformação digital já faz parte do repertório das organizações e suas lideranças — mas a velocidade com que a IA está remodelando o jeito de fazer negócios exige outra conversa. E rápido. Ana Carla Martins, Country Leader Commercial da Iron Mountain Brasil, tem um recado importante: “Não espere a perfeição para começar”.

Nesta conversa, ela vai direto ao ponto sobre os dilemas mais urgentes: o caos dos dados, o peso do legado tecnológico, o desafio de mostrar valor da Inteligência Artificial para o board — e o quanto ainda falta letramento digital para atravessar essa mudança com segurança. Temas abordados em um estudo recente, encomendado pela Iron Mountain à FT Longitude, com muitos dados sobre o Brasil.

Com a IA, é preciso investir no planejamento de longo prazo. Mas também no trabalho de design-teste-construção em tempo real. É preciso se concentrar nos processos que realmente se beneficiarão do uso da tecnologia. Cuidar da gestão de dados, já que IA sem dados é como um carro sem combustível ou uma biblioteca sem livros — simplesmente inútil. A IA requer dados corretos, de qualidade, “bons o suficiente” para começar a iterar. E, não menos importante, criar uma equipe diversificada e qualificada. A falta de letramento digital entre usuários pode ser um obstáculo para a implementação eficaz de IA.

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